Futebol é coisa de macho?

Texto muito bom do coletivo de esporte e lazer do PSOL, pedi aos camaradas para reproduzir por aqui, os links são inserções minhas.

Recentemente o presidente da FIFA, Joseph Blatter, deu uma declaração que fez qualquer defensor dos Direitos Humanos ficar estupefatado! De acordo com o ilustríssimo mandante do futebol mundial, gays e lésbicas não deveriam ter relações sexuais durante a realização da Copa do Mundo de 2022, no Qatar. A fala de Blatter é inaceitável por vários motivos, destacamos dois.

Primeiro, porque o todo poderoso da FIFA usou da fala para tergiversar sobre a escolha do país árabe para sediar a Copa de 2022. O cerne da questão é o fato de o Qatar ser um dois muitos países, em sua maioria árabes e africanos, que tem leis que criminalizam a homossexualidade. Ser homossexual no Qatar é considerado crime passível de multa e prisão por 5 anos. Por isso, a escolha da FIFA deste país para ser sede da Copa do Mundo de 2022 é uma afronta aos Direitos Humanos. Mas nem a FIFA, nem a grande impressa deram repercussão ao caso. O Qatar ganha cada vez mais espaço no capitalismo contemporâneo e seus xeques e membros da família real, que controlam o estado e são a burguesia local, investem bilhões de dólares no futebol mundial, sendo donos de times como o Manchester City da Inglaterra ou patrocinando times como o Barcelona.

Segundo, porque com a declaração, o presidente da FIFA fez rodar o círculo que faz do esporte não uma prática social e emancipadora, mas, sim, um local em que os preconceitos são explicitados como algo natural, pois fazem parte do esporte, e em consequência não devem ser criticados, muito menos combatidos com seriedade.

As duas questões nos remetem à escalada cadê vez maior da mercantilização do esporte, em especial o futebol. É o mercado que, em última instância, dita os rumos desse bem cultural e se houver contradição, como no caso do Qatar, entre Direitos Humanos e Mercado, o primeiro será relegado!

Daí vem à cabeça uma pergunta: Qual a função social do esporte nesse contexto? Ele que deveria educar, é utilizado como meio de reprodução de uma sociedade arcaica e conservadora e como disse o ex-jogador da NBA John Amaechi, que se declarou homossexual em 2007, de uma “ignorância Neandertal”.

Nesse sentido, é deplorável a utilização de um elemento da cultura corporal na busca da alienação e na propagação de uma sociedade preconceituosa. E, senhor Blatter, seu pedido de desculpas feito dias depois da fala de pouco vale, pois, de novo, é um tergiversar. O essencial é que o futebol não pode ir contra o mercado e seus interesses e suas desculpas não tocam nesse ponto.

Atualmente é mais do que necessário dizer que o futebol até pode ser para macho! Mas também é para Mulheres, Gays, Negros, Brancos, Índios, Mestiços, enfim. Futebol é um bem cultural e de todos que queiram!

Por fim, a escolha do Qatar como sede da Copa só realça a urgente necessidade de leis internacionais que punam a criminalização da homossexualidade e os países que a praticam.

Das surpresas futebolísticas agradáveis

Acabo de me deparar com declarações interessantes do Ronaldo, o fenômeno, sobre a situação dos jogadores de futebol.

[O futebol brasileiro] tem muito a melhorar, mas a culpa de ser assim também é nossa, dos jogadores, pois não somos uma classe unida. O sindicato dos atletas não luta. Eu particularmente não conheço ninguém do sindicato de São Paulo. Ninguém nunca foi ao clube, nem perguntou minha opinião sobre qualquer coisa. Temos exemplos da Itália, Argentina e Espanha, onde jogadores pararam o campeonato para reivindicar os seus direitos.

Alguém pensa que ganhamos muito, mas isso é outro engano grave. Cerca de 95% dos jogadores ganha salário mínimo no futebol. Dois por cento ganha mais que R$ 5 mil e apenas 3% recebe mais que R$ 10 mil.

Alguém já mostrou para ele a Lei da Educação no Futebol (nº 13.748/2009) de autoria do Dep. Raul Marcelo? Este ano teve até denúncia do gabinete contra a Federação Paulista de Futebol, se o Ronaldo quer realmente lutar pela categoria dos atletas seria legal tomar conhecimento destas iniciativas.

No mais é muito bom ver no mundo futebolístico um ídolo falando sobre mobilização ou greve, não?

Um RePa ou GreNal?

No país do futebol não seria de se estranhar devoções quase nazarenas a times de futebol do Oiapoque ao Chuí. Sendo assim não seria de se estranhar que as cervejas regionais dos dois maiores estados separatistas do país não fizessem campanhas para saudar os principais times dos seus estados.

Segue o comercial da Cerpa sobre o Remo e Payssandu e o da Polar sobre o Grêmio e o Internacional.

 

Ps: Fica a dica para a Cerpa lançar points do torcedor Belém a fora, a polar fez isso em Porto Alegre e deu bem certo!

Futebol

Para constar a minha momentânea alegria: Reminho está na zona de rebaixamento e é quase o laterninha da série B, enquanto o Papão está entre os quatro primeiros colocados da série B e pode muito bem voltar a figurar na série A do brasileirão ano que vem!

Felicidade! Felicidade!

Merecidamente, me tirou do sufoco de pensar em um rebaixamento, deu a volta por cima e saiu da zona… É por isso que é meu time do coração, o qual me faz pular de emoção em plena madrugada em um prédio onde mora velhinhos que torcem para algum time paulistano…

É Papão Porra!

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