“Educação nunca foi uma prioridade no Brasil”

Em audiência pública na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte a professora e militante do PSTU Amanda Gurgel fala sobre a realidade da educação no Rio Grande do Norte, mas que vale bastante para o resto do país.

A professora-militante escreveu também um texto que pode ser lido no Maria Frô:

A proletarização do professor, o fracasso da educação brasileira neoliberal e a velha retórica oportunista – Amanda Gurgel

Fora entrevista publicada no Portal do PSTU:

“É necessário transformar nossa angústia em ação” – João Paulo da Silva

Bom lembrar que no Estado de São Paulo as ETECs e Fatecs estão em greve por tempo indeterminado pode-se obter mais informações sobre a greve aqui, aqui e aqui.

Nota da Secretaria de Mulheres do PSOL/SP sobre o fechamento de creches na capital

Na capital paulista, a dificuldade de se conseguir uma vaga na educação infantil é sentida na pele por milhares de mães e pais que não têm onde deixar seus filhos/as pequenos/as enquanto trabalham. São mais de seis meses de espera para que as crianças de 0 à 6 anos tenham garantidos os seus direitos, bem como sua mãe ou pai consigam uma vaga nas creches municipais.
Essa situação se agrava ainda mais agora com o fechamento de escolas pelo prefeito Gilberto Kassab, o que fez subir, só este ano, para 22 mil crianças a fila de espera por vagas em creches e pré-escolas na capital. A Prefeitura cortou vagas em escolas com excesso de estudantes na perspectiva (pretexto) de construir novas unidades. Porém, das 142 escolas anunciadas no ano passado, que criariam algo em torno de 85 mil vagas no ensino infantil, apenas 8 estão em construção e as obras já estão atrasadas. Isso porque acabar com o déficit de vagas na educação infantil foi uma das promessas de Kassab durante a campanha eleitoral para a prefeitura de São Paulo…
Quem mais sofre com esse total descaso da Prefeitura com o ensino infantil são as crianças que não têm espaço coletivo de aprendizado, recreação e segurança, e a mãe trabalhadora, que fica mais de 6 meses na fila de espera por vagas em creches e pré-escolas, sem ter, na grande maioria das vezes, com quem deixar seus filhos e filhas.
Novamente o prefeito Gilberto Kassab onera a população mais pobre e, principalmente, suas mulheres. Por isso, a Secretaria de Mulheres do Partido Socialismo e Liberdade São Paulo (PSOL-SP) repudia o fechamento de vagas na educação infantil e a letargia da Prefeitura em sanar o deficit de vagas na mesma, deixando na rua as nossas crianças de 0 a 6 anos e reafirmando para quem gere esta cidade.

Raul Marcelo reafirma apoio à greve dos professores

O deputado estadual Raul Marcelo, líder da bancada do PSOL na Assembleia Legislativa, esteve novamente nesta sexta-feira (19) na assembleia estadual dos professores, em greve desde o dia 5 de março. O deputado falou aos docentes e colocou o mandato e a Liderança do PSOL à disposição da categoria para buscar a abertura de negociações junto ao governo Serra.

A assembleia desta tarde reuniu mais de 30 mil professores, apesar da tentativa do governo de impedir a realização da atividade, por meio de uma ação do Ministério Público. O promotor José Carlos de Freitas havia solicitado ao judiciário estadual liminar impedindo a passeata pela Avenida Paulista. O juiz da 20ª Vara Cível, Flávio Abramovici, no entanto, negou o pedido. Dirigentes da Apeoesp denunciaram também durante a assembleia que vário s ônibus foram parados nas rodovias de acesso à capital, dificultando a chegada dos docentes à atividade.

Ao invés de abrir negociação com a categoria, o governo tucano opta mais uma vez pela truculência e a tentativa de minimizar o movimento. O Secretário Estadual de Educação, Paulo Renato, e o próprio governador têm dito que a greve é “eleitoral” e não tem adesão da categoria. No entanto, nos últimos dias Serra cancelou vários compromissos públicos para evitar ser questionado por professores nas regiões.

Fonte: http://www.raulmarcelo.com.br

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