A Good Year

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O telecine pipoca vez ou outra reserva uma boa surpresa para as noites de domingo e hoje foi desses dias surpreendentes. Foi exibido A good year consideraria o tipo de filme: viva a vida da melhor forma possível.

A good year conta a história de Max Skinner, um investidor inglês mesquinho, metido e sem escrúpulos que herda de um tio uma propriedade na França. Apenas pensando em como a nova propriedade pode lhe render novos dividendos, ele embarca para o país sem ao menos pensar em qual significado o tio e a propriedade tinham para ele quando criança.

Ao chegar à França ele se depara com uma vinícola cheia de lembranças de sua infância e começa a se encantar por uma vida completamente diferente do que a levada em Londres e todas as certezas tidas por ele ao embarcar para vender a propriedade vão se desfazendo, principalmente quando ele conhece Fanny, uma francesa que o faz mudar seus rumos e repensar sobre a sua própria vida.

Filminho fácil, gostoso, bom para um final de semana solitário ou até mesmo se tiver uma companhia. A crítica caiu em cima desta produção e é claro tem sua acertividade, mas mesmo tendo um momento em que dá vontade de socar Russel Crowe por ter aceitado um personagem tão raso, dá vontade de beijá-lo só por causa da historieta romanceada e na contra-mão dos últimos filmes de romance. 

Lions for Lambs

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Qual o real propósito dos estratagemas políticos armados pelos centros de inteligência nacionais? Senadores dizendo em alto e bom som que não serão candidatos à presidência deste ou daquele país, conflitos que só servem para martirizar ainda mais as populações do dito 3º mundo por conta de um imperialismo desenfreado e desumano.

Lions for Lambs acaba tocando justamente nesta ferida, de um lado um jovem senador divulgando estratégias de guerra completamente parecidas com as feitas durante a guerra do Vietnã e do outro uma jornalista começando a por em xeque a validade real do seu trabalho para uma grande rede de comunicação dos EUA. Durante a conversa entre estes dois personagens mais duas outras tramas são contadas: um professor dando conselho para um estudante e dois soldados em missão nas montanhas do Afeganistão.

Todas as 3 histórias são costuradas por um unico fato: o conflito no Afeganistão gerado após o 11 de setembro. O jovem senador Jasper Irving (Tom Cruise) convida a jornalista Janine Roth (Maryl Streep) para conversar sobre a nova estatégia dos EUA no conflito instaurado há seis anos nas terras afegãs, Arian (Derek Luke) e Ernest (Michael Peña) são dois soldados lutando nesta guerra e estão na primeira tropa a realizar o novo estratagema de Irving e Dr. Malley (Robert Redford) é um professor de política que está aconselhando o jovem Todd (Andrew Garfield) e também foi professor de Arian e Ernest.

Durante a uma hora que as conversas de Janine, Irving, Malley e Todd duram Arian e Ernest passam pelo momento mais complicado de suas vidas nas montanhas afegãs. Fora os momentos de tensão que vivem os dois soldados, o filme acaba mostrando um conflituoso debate entre democratas e republicanos, acomodados e críticos… Porém em nenhum momento os diálogos colocam o real motivo das forças estado-unidenses estarem no Afeganistão e nem ao menos os personagens mais críticos a ação do governo deste filme colocam em suas análises a tentativa desesperada de se manter o monstro EUA vivendo atualmente, em nenhum momento realmente se critica profundamente o imperialismo estado-unidense e o posicionamento policialesco que os EUA vem tomando nos últimos 20 anos minimamente.

Janine ainda consegue fazer uma crítica ao atual modo de se fazer jornalismo, mas é muito incipiente. Fala em um ou outro momento do propagandeamento feito pelos jornais das ações governamentais e até se confronta com alguns poucos conflitos, mas ainda assim é raso.

Talvez Good Night, and Good Luck tenha mais serventia na crítica política às ações dos EUA nestes últimos anos do que Lions for Lambs

Hedwig

And if you’ve got no other choice
You know you can follow my voice

+

Last time I saw you
We had just split in two.
You were looking at me.
I was looking at you.
You had a way so familiar,
But I could not recognize,
Cause you had blood on your face;
I had blood in my eyes.
But I could swear by your expression
That the pain down in your soul
Was the same as the one down in mine

=

 Miss… miss a lot… miss ever…

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