Diário Liberdade: 8 de março: Quando uma mulher avança, nenhum homem retrocede!

Segue o décimo terceiro texto da coluna A segunda luta que trata basicamente de feminismo e política, a qual publico no Portal Diário Liberdade.

Tem algumas coisas sobre política para mulheres que no 8 de março, vulgo Dia Internacional de Luta da Mulher, a gente tenta sempre repetir, coisas do tipo: Não basta ser mulher, ainda há muito pelo que lutar e afins. Como se todas nós soubéssemos do que está sendo falado, como em uma conversa de comadres, sim, neste 8 de março há muito que exigir e denunciar dos governos federal, estaduais e municipais, pois a ação deste na perpetuação da opressão machista em nossa sociedade é cada vez mais pujante.


A questão é que o machismo e o patriarcado estão radicalmente entranhados em nossa sociedade e na nossa rotina, pois é quando compreendemos qual lugar a mulher ocupa na sociedade e que secularmente foi construído que nós somos um gênero menor do que o masculino começamos a perceber a necessidade de políticas públicas reais para transformar essa desigualdade criada socialmente.

O texto pode ser lido completo aqui.

Diário Liberdade: Ocupar, resistir, enfrentar! Do Pinheirinho eu não saio não

Segue o décimo segundo texto da coluna A segunda luta que trata basicamente de feminismo e política, a qual publico no Portal Diário Liberdade.

O ano de 2012 já começa com resistência do movimento social em São José dos Campos. Há 8 anos centenas de famílias ocuparam a região do Pinheirinho na cidade, e de lá para cá a ocupação só fez crescer apesar das insistentes ofensivas da prefeitura de São José tentar desocupar a área. Nesta última semana o prefeito da cidade, Eduardo Cury, teve concedida nova reintegração de pose e o drama que havia se instaurado – novamente – já no final de 2011 se aprofundou mais depois de quarta-feira, quando foi lida a última reintegração de posse da ocupação do Pinheirinho, que é a maior ocupação urbana da América Latina.

Hoje a região assenta quase 10 mil pessoas, contando com comércio próprio, igrejas, playground e toda uma infra-estrutura construída durante 8 anos de ocupação pelos próprios moradores, visto que a prefeitura não libera a regularização da ocupação que hoje é praticamente um bairro de São José dos Campos. A decisão da prefeitura de desapropriar a área mobilizou os principais movimentos e sindicatos da região do Vale do Paraíba, com atos desde quinta-feira contando com a unidade entre diversas centrais sindicais, partidos de esquerda e movimentos sociais.

O texto pode ser lido completo aqui.

Diário Liberdade: O machismo nos espaços políticos da esquerda socialista brasileira

Segue o décimo primeiro texto da coluna A segunda luta que trata basicamente de feminismo e política, a qual publico no Portal Diário Liberdade.

A esquerda socialista muitas vezes aparenta um niilismo muito grande, como se as contradições de uma sociedade patriarcal, capitalista e racista não estivessem presentes também em nossas entidades, organizações políticas ou movimentos, como se fossemos puros e intocáveis por sermos socialistas. Essa perspectiva não é de hoje, socialistas históricos acreditavam que a organização partidária era algo tão perfeito que em seu interior não se expressaria as contradições impostas pelo machismo e pelo racismo. Ledo engano.

Digo isso pois neste final de semana acompanhei de perto o 3º Congresso Estadual do PSOL/SP e os acontecimentos durante a atividade são no mínimo assustadoras do ponto de vista do feminismo e do socialismo, pois por dois momentos distintos companheiros homens ocuparam o palco onde estava instalada a mesa de trabalhos do congresso, não foi a primeira vez que isso aconteceu em espaços partidários, e é deveras preocupante que a prática da truculência, intimidação, provocação e do machismo tenham se tornado recorrentes em diversos espaços da política geral, seja no PSOL, nas entidades estudantis ou movimentos sociais em geral e não será a última, esta constatação muito me preocupa.

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Diário Liberdade: A misoginia do governo paulistano e sua representação no Zorra Total

Segue o décimo texto da coluna A segunda luta que trata basicamente de feminismo e política, a qual publico no Portal Diário Liberdade.

A representação da mulher na mídia é tema recorrente no movimento feminista, até por que no Brasil temos uma mídia que explora bastante a reificação da mulher, talvez não barre a mídia italiana, mas que ajuda a reafirmar o papel da mulher na sociedade sempre dócil e dependente do amor e do homem, isso faz, só pegar qualquer novela, programa feminino, publicidade e este ano de 2011 um destaque aos programas de humor.

Violência machista tem sido tema recorrente de piadas e vem gerado a revolta não apenas do movimento feminista, mas de mulheres que não se reconhecem feministas, homens, LGBTs e tantos outros setores oprimidos nesta sociedade machista, racista e homofóbica. Parte considerável dos problemas incitados nos programas de televisão, principalmente referentes a violência machista poderiam ser resolvidos pelos nossos governos, há anos é denunciado a falta de capacitação de profissionais para acolher mulheres em situação de violência, da falta de investimento do poder público na articulação de uma rede efetiva de combate à violência contra mulher. Isso combate diretamente e concretamente a violência machista, para além do necessário enfrentamento simbólico aos que acham engraçadinho perpetuar a violência contra mulher em piadinhas.

O texto pode ser lido completo aqui.

Diário Liberdade: É preciso mais do que um símbolo vazio para representar as mulheres do mundo

Segue o nono texto da coluna A segunda luta que trata basicamente de feminismo e política, a qual publico no Portal Diário Liberdade.

Este ano tem sido um ano recheado pelo reconhecimento da necessidade de se haver mais mulheres na política brasileira, não é por acaso que este é um tema permanente nesta coluna, pois só este ano tivemos a posse da primeira mulher presidente do Brasil, o debate sobre a reforma eleitoral e a paridade nas listas de candidatura ao invés da cota de 30%, mais recentemente a decisão do IV Congresso Nacional do PT de se aprovar a paridade entre gêneros em todas as instâncias de direção desta organização, além de ações afirmativas para contemplar a juventude e o povo negro.

De alguma forma poderíamos dizer que 2011 é o ano de debater qual o lugar da mulher na política de forma mais séria e aprofundada, sem fetiches, blindagens e afins, até por que esta semana a presidente Dilma teve intensa agenda internacional nas instâncias da ONU, inclusive abrindo a 66ª Assembleia-Geral da ONU e é aí que o bicho pega, pois se este é o ano de se debater seriamente o lugar da mulher na política, é também importante se debater o que é política para as mulheres, ou não?

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Diário Liberdade: As mulheres, a criminalização e o nosso lugar na política

Segue o oitavo texto da coluna A segunda luta que trata basicamente de feminismo e política, a qual publico no Portal Diário Liberdade. Este texto também foi publicado na revista “Erguendo Barricadas! Basta de assassinatos”, publicação lançada no mesmo dia em que ocorreu o ato homônimo na PUC/SP.

Objetivamente quando pensamos em criminalização dos movimentos sociais em geral já deveríamos conceber a criminalização das mulheres, justamente por estas serem mais da metade da classe trabalhadora hoje, sofrendo com os projetos como os megaeventos, PAC que tanto tem sido parte do debate do movimento hoje. Porém há também as questões específicas que precisam ser levadas em conta, algumas com relação direta com a conjuntura e projetos de reestruturação das cidades e outras relacionadas as discussões de sexualidade.

O investimento apenas formal em políticas públicas para assegurar os direitos das mulheres por parte dos governos federal, estaduais e municipais apenas torna o problema mais crônico em todo Brasil. Assim como no movimento as pautas feministas são encaradas como a cereja do bolo, na sociedade as mulheres ainda são vistas como seres de segunda classe, que merecem apenas o reconhecimento formal de sua igualdade junto aos homens, mas não o reconhecimento prático desta igualdade.

O texto pode ser lido por completo aqui.

Diário Liberdade: Política estudantil e a necessidade do combate diuturno ao machismo

Segue o sétimo texto da coluna A segunda luta que trata basicamente de feminismo e política, a qual publico no Portal Diário Liberdade.

Eu deveria sentar e discutir sobre o que é o matriarcado tão propalado por aí de Dilma, ainda mais depois da posse de Gleisi e Ideli. Porém esta semana mais uma vez a realidade do machismo no Brasil estapeia a nossa cara, é preciso chegar às vias de fato para que nós mulheres, lutadoras e lutadores em geral sejamos realmente ouvidos.

O caso da PUC RS não é isolado, ou quem esquece a truculência com que foram tratados os estudantes da PUC SP em 2007 quando foram retirados da ocupação da reitoria pela tropa de choque? As estudantes que haviam esquecido seus pertences dentro da Reitoria da PUC SP eram obrigadas a passar por revista íntima. Nada muito diferente do que acontece na rotina do sistema prisional brasileiro, mas choca a sociedade ao sair dos porões da sociedade e ocupam a sala de visitas.

O texto pode ser lido por completo aqui.

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