Um ano de rosa

fevereiro 8, 2010 · 1 Comentário

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ENLACE com Plínio, rumo à unificação do PSOL em defesa de uma alternativa de esquerda e ecossocialista

fevereiro 7, 2010 · Deixe um comentário

A grande vitória política deste fim de semana para a militância do PSOL é o anúncio da resolução da tendência interna Enlace de apoiar a pré-candidatura de Plínio Arruda Sampaio à Presidência da República pelo partido. Neste domingo (7 de fevereiro) a conferência nacional do Enlace aprovou apoiar o nome de Plínio com “a melhor alternativa socialista para o Brasil”.
O apoio do Enlace à pré-candidatura fortalece também a elaboração programática para a defesa da um projeto ecossocialista.
Para Plínio, a decisão dos companheiros do Enlace é muito importante não apenas por seu nome, mas em especial porque fortalece a unidade do partido e a perspectiva de retomada da Frente de Esquerda, com o PCB e o PSTU para apresentar uma alternativa de caráter socialista para o povo brasileiro. E, assim, desvendar a falsa polarização entre PT e PSDB, que aplicam o mesmo projeto apesar das diferenças na forma de implementação.
“Considero que a decisão dos companheiros do Enlace fortalece o PSOL, e reflete a importante unidade dos camaradas que fundaram nosso partido e os que, como eu, vieram para o PSOL para reforçar a empreitada de construção de um abrigo socialista para a esquerda brasileira. Recebo com muita alegria a decisão do Enlace, nossos queridos camaradas”, diz Plínio.

Fonte: http://pliniopresidente.com

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100 anos de Dia Internacional de Luta da Mulher e o avanço do conservadorismo no Brasil

fevereiro 7, 2010 · Deixe um comentário

” 23 de fevereiro ( 8 de março) , era o dia internacional das mulheres estava programado atos, encontros etc. Mas não imaginávamos que este “dia das mulheres” viria a inaugurar a revolução. Estava planejado ações revolucionárias mas sem data prevista. Mas pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixam o trabalho de várias fábricas e enviam delegadas para solicitarem sustentação da greve… o que se transforma em greve de massas…. todas descem às ruas.”
Leon Trotsky em a História da Revolução Russa.

Em 2010 fazem 100 anos de Dia Internacional de Luta da Mulher, esse de Luta é importante frisar, visto que a grande mídia tratou de descaracterizar tão importante marco da organização das mulheres trabalhadoras mudo a fora e o transformou em mais um dia para se presentear “aquela mulher importante para você”, mas não é para resgatar a origem do 8 de março que este texto se pretende, para isso diversas entidades do movimento feminista já se debruçaram e se debruçam para cada ano clarificar da melhor forma a origem das comemorações (será?) do Dia Internacional de Luta da Mulher.

Porém fica a pergunta de o que temos a comemorar nestes 100 anos? Em 2009 vivenciamos o maior avanço do conservadorismo no país, só no segundo semestre do ano passado foi aprovado pela câmara o Acordo Brasil-Vaticano, Lei Geral das Religiões e instaurou-se a polêmica sobre a criminalização da homofobia de forma clara junto a sociedade. Já neste comecinho de ano tivemos o recuo por parte do Governo Lula em todos os pontos do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos, cedendo a pressão de tudo que há mais a direita neste país: ruralistas, militares e igrejas em geral. Não foi um ataque apenas ao movimento feminista, mas a todos que militam por direitos humanos no Brasil e aponta novamente de que lado o Governo Lula caminha firme e forte.

Para além das perdas no âmbito institucional da política só neste começo de ano no mínimo 5 mulheres foram mortas após denunciarem seus maridos de violência domiciliar, 3 delas durante a edição do Fórum Social Mundial de Salvador.

A pauta feminista não está em segundo plano para os setores mais conservadores da sociedade, na verdade, é a porta de entrada para ataques e mais ataques, foi sob a falsa defesa da vida que instauraram uma CPI para criminalizar mulheres que abortaram, sem se quer pensar em como tal decisão não foi das mais fáceis e sem pesar que justo este setor da sociedade que tanto criminaliza a luta das mulheres tem assegurado por meio do capital o acesso ao que é proibido. Pois não é a mulher moradora do Morumbi, Ipanema, Aldeota ou Nazaré que morre ou é criminalizada ao praticar o aborto ilegal, ela tem posses suficientes para pagar 3, 4 ou 5 mil reais para realizar um aborto seguro, em local asséptico e sem se colocar em risco de vida ou ser apontada no meio da rua, é a mulher do Guamá, Cidade Tiradentes ou Complexo da Maré que morre na mão dos açougueiros, que tem atendimento no SUS negado quando sofre de hemorragia em consequência de aborto mal realizado.

Quem sofre com essa ofensiva conservadora país a fora não é a burguesia, mas as pessoas que moram na periferia, são as mulheres que moram na periferia que morrem espancadas por seus maridos e não tem um Estado para intervir e proteger suas vidas, que apanham por assumirem uma relação homo-afetiva, são elas que morrem todos os meses por serem julgadas previamente pelos médicos e enfermeiras que deveriam salvar-lhes a vida ao invés de condená-las a uma morte dolorosa e cruel.

Entramos os 100 anos de Dia Internacional de Luta da Mulher em um país refém da Igreja Católica, ruralistas e militares e é tarefa de todas as feministas combaterem este avanço conservador na disputa de consciência da sociedade, sem mediações sobre o papel cumprido pelo Governo Lula e sua base de sustentação neste último período.

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Maternidade e militância

janeiro 30, 2010 · Deixe um comentário

Che Guevara e sua filha

Tempo que não escrevo por aqui, porém nos últimos tempos tenho pensado muito, pensando em política, pensado em faculdade e, principalmente, pensado em maternidade. Há uma época que quem faz escolha por você são seus pais, escolhem se vão falar bem de movimentos sociais ou não, se vão te dar mamadeira ou não, se a chupeta estará presente na sua vida ou não, se vão te levar para atos políticos ou apenas para shows infantis… Tudo quem escolhe são os pais e aí você de filha vira mãe e está na hora de fazer escolhas para um outro ser.

Fazer escolhas ao ser mãe não é apenas definir o tema do quarto da sua filha, ou com que cor ela saíra da maternidade. Maternidade é muito mais que isso, é sentar a bunda e ler sobre prós e contras da vacinação, entender o que dizem médicos e psicanalistas sobre amamentação, se apropriar do próprio parto e fazer conscientemente as escolhas que julgamos mais corretas. Não é fácil, mesmo se o seu companheiro a apoie, não é fácil.

Sempre digo que discutir política é como tomar a pílula vermelha e sair da Matrix, a mesma coisa acontece quando se quer entender tudo que este mundo proporciona para nossos filhos e que viraram verdades absolutas e inquestionáveis… Como o próprio capitalismo.

Para uma mãe solteira, jovem e militante não é fácil fazer escolhas, não é fácil escolher entre ir a uma reunião e ficar em casa acompanhando a filha, não é fácil decidir se o melhor para a criança é ter uma babá ou ir para escolinha no período em que estarás na faculdade, não é fácil lutar pelos direitos das mulheres de terem acesso a creches públicas decentes e não encararem uma fila de espera de mais de seis meses para poderem voltar a trabalhar enquanto você mesma passa por algo parecido. Acaba sendo você e você no olho do furacão para decidir algo.

Verdade seja dita, mesmo aqueles que pretendem te ajudar de alguma forma acabam te julgando, ou julgam pelas escolhas do teu parto e não tem coragem de vir discutir contigo, ou julgam quando é necessário deixar a filha para poder cumprir uma tarefa, ou fazem cara de não estou te entendendo quando tu viras e fala que não tem condição de ajudar em tarefa de acompanhamento alguma. No final das contas as mães militantes (sejam solteiras ou não) são as mais solitárias em suas escolhas e as que precisam de mais força para continuarem nos dois percussos.

Na lógica que eu escolhi para criar minha filha não são descasados a escolha por entender e participar de cada dia da cria e a luta por uma sociedade socialista, mas os companheiros e as companheiras socialistas, principalmente os jovens, não estão preparados para encarar em conjunto o desafio de ter uma companheira mãe que faz escolhas peculiares, sem a julgar por fora ou tentar ponderar o que seria realmente melhor tanto para o trabalho da corrente quanto para a militância da própria companheira mãe. Não entendem por que desconhecem, por que não querem conhecer até a vontade de ter filhos batam em suas portas e eles se deparem com a gama interminável de escolhas difíceis que temos de fazer e aí se sentirem mais uma vez sozinhos ao fazer essa escolha.

Eu me convenci que escolher um paradigma de maternidade tem tudo a ver com a escolha de que lado na sociedade você está, de que a luta socialista não está desvinculada de uma luta feminista, uma luta que discute socialmente a criação de filhos e a imposição que a própria sociedade médica nos coloca, que não trata grávida como doente, mas respeita e tenta compreender suas loucuras hormonais pré-durante-e-pós-parto.

Talvez seja por ter me convencido disso que ainda não parei de militar e voltei pra casa para viver a rotina diária de faculdade, casa e trabalho sem me envolver nas discussões e mobilizações sociais que estão aí ocorrendo, pois com uma nova forma de organização social talvez todos tenhamos tempo para compreender o motivo daquela mãe cesariada chorar tanto após o procedimento, ou compreender que as vezes não conseguimos dormir a noite por causa de demandas dos nossos e bebês e não iremos deixá-lo chorando noites a fio até aprenderem a dormir sozinhos.

Infelizmente ainda há muito pelo que lutar, ainda há muito machismo, muita opressão, muito vício entre aqueles que querem mudar algo no mundo… Há ainda muita nuvem frente aos olhos dos nossos socialistas.

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Retiro espiritual

novembro 10, 2009 · Deixe um comentário

o Bidê vai entrar em um momento de reformulação, breve novidades

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A Candidatura de Marina Silva

novembro 7, 2009 · Deixe um comentário

Desde a publicação do relatório da pesquisa patrocinada por universidades e por centros de investigação reunidos no Clube de Roma a respeito da crise ambiental (Limites do Crescimento. 1975), o “establishment” capitalista internacional passou a preocupar-se com a destruição do meio ambiente.

A pesquisa, realizada pela primeira vez com computadores aptos a processar simultaneamente uma quantidade enorme de dados, permitiu fazer previsões globais a respeito do impacto destruidor da produção econômica capitalista.

As medidas adotadas pelas instâncias internacionais para deter essa destruição tiveram, sem dúvida, efeitos positivos, pois as previsões mais catastróficas sobre o esgotamento de recursos naturais básicos não se realizaram. Entretanto, o problema não foi resolvido, e, na verdade, agravou-se, como vem anunciando o ex-vice presidente dos Estados Unidos, Al Gore.

Portanto, estes 35 anos de ecocapitalismo demonstraram a incapacidade desta proposta para dar uma solução efetiva ao problema ecológico. Com efeito, o ecocapitalismo é incompatível com a solução do problema ecológico em razão da própria racionalidade interna desse sistema econômico baseado na acumulação infinita de capital. A própria lógica desse sistema impõe rígidos limites às medidas de defesa do meio ambiente, porque tais medidas, para serem de fato eficazes, afetam necessariamente a acumulação de capital. O ecocapitalismo não se opõe à restrição da acumulação de capital, mas – atenção! – desde que tais restrições não ultrapassem limites considerados intransponíveis e fixados pelo próprio “establishment” capitalista. Essa linha de “no trespassing” demonstrou, nestes 35 anos, ser absolutamente insuficiente para afastar da humanidade o risco de uma hecatombe ambiental.

O ecocapitalismo é diametralmente oposto ao ecosocialismo. Este, considerando as limitações impostas pela conjuntura de hegemonia do capitalismo, propõe medidas (bem mais drásticas do que as da senadora Marina) que ainda se enquadram no marco do capitalismo, ou seja, ainda parciais e insuficientes para deter completamente o processo destrutivo. Porém, ao propô-las, deixa bem claro seu caráter limitado e aponta simultaneamente para os passos que podem levar a uma situação em que seja possível adotar um modo de produção ajustado às condições de reprodução saudável do meio ambiente. Ora, tais passos somente são possíveis nos marcos de governos não capitalistas. Trata-se, portanto, de uma proposta pedagógica, conscientizadora – a única que justifica a participação dos socialistas numa campanha eleitoral de cartas marcadas como a de 2.010.

A contradição antagônica entre o ecosocialismo e o ecocapitalismo não impede, em princípio, a aliança entre essas duas forças, com o propósito de confrontar conjuntamente o “establishment” capitalista em aspectos pontuais da luta ambientalista. Contudo, tal aliança é evidentemente impossível na atual conjuntura nacional em que o “establishment” trata de esmaecer diferenças, ocultar divergências, fantasiar a realidade, a fim de consolidar sua atual hegemonia política.

Não tem, portanto, cabimento algum o movimento de alguns setores socialistas para celebrar uma aliança eleitoral com a candidatura da senadora Marina Silva, cuja atuação política na defesa do meio ambiente nunca culpabilizou o capitalismo, como primeiro e universal predador.

Não se pode desconsiderar que durante mais de seis anos a senadora participou de um governo que aceitou servilmente todos os vetos do capital às medidas que a própria senadora quis aplicar (transgênicos, destruição de florestas, titulação do “grilo” amazônico e vários outras).

Quando, finalmente, a senadora deixou o PT, ficando livre para tomar um caminho claramente socialista, procurou o PV, uma legenda que sempre se aliou e hoje integra a base de vários governos de direita.

Para escapar do impasse, os setores que estão defendendo a candidatura Marina sugerem que se exija uma declaração formal da senadora em favor de uma plataforma ecosocialista. É preciso ser muito ingênuo para acreditar que uma conversa deste tipo possa dar alguma garantia concreta. Mesmo admitindo-se que a senadora assine a mais radical plataforma, sabemos que, dada a correlação de forças do bloco político que ela integra, tal plataforma não será para valer.

Por isso, independentemente da figura pessoal da candidata, não há como deixar de qualificar esse movimento de parte de alguns setores do socialismo como uma postura oportunista, eleitoreira, incompatível com uma proposta que, de fato, faça avançar a caminhada socialista em 2.010.

Plínio de Arruda Sampaio é diretor do Correio da Cidadania.

Fonte: Correio da Cidadania

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Indo pra outra fase do video game

novembro 6, 2009 · Deixe um comentário

e quem quiser ajudar agradecemos:

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Cutrale, símbolo do agronegócio internacionalizado

outubro 23, 2009 · Deixe um comentário

Por Ariovaldo Umbelino*

O Episódio da ocupação pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de uma das fazendas “invadidas” pela empresa Cutrale, de terras públicas da União na região de Iaras (SP), suscitou todo tipo de especulações na imprensa e, sobretudo, motivou os parlamentares ruralistas a pedirem uma nova CPI do MST e da reforma agrária.

Sobre o caso, ficou evidente a manipulação da mídia ao veicular a cena da derrubada de pés de laranja pelas famílias. Reprisado insistentemente em todos os programas, por todos os canais de televisão, foi o suficiente para demonizar todas aquelas pobres famílias que estão há mais de cinco anos debaixo de lonas pretas esperando o direito de trabalhar na terra.

Vandalismo!

A chamada “grande” imprensa não quis continuar pesquisando as outras denúncias de depredação de máquinas e “roubos” de casas de empregados, pois ficou evidente o circo armado pelo serviço de inteligência
da Polícia Militar (PM), em conluio com a empresa, para criar um clima desfavorável às famílias. Logo, todas as autoridades, colunistas, políticos e assemelhados foram para a mídia esbravejar: vandalismo, vandalismo! Sem pensar e se perguntar quem teria feito de fato aquilo.

As famílias negam que tenham furtado qualquer objeto e destruído tratores. Aliás, para destruir tratores, precisariam, convenhamos, de uma certa dose de força bruta. E mais. Por que não se fez uma investigação? Uma simples perícia iria identificar que aqueles tratores estavam desmontados há muito tempo pela oficina de reparos da empresa, existente na fazenda.

Mas tudo isso é manobra dispersiva. Primeiro, para esconder que na região há 200 mil hectares de terras da União que vêm sendo sistematicamente griladas. E griladas por empresas cujos donos circulam por altas rodas da socialite paulistana. Mas mesmo assim o Incra já recuperou mais de 20 mil hectares que hoje assentam famílias de trabalhadores. Segundo, para esconder que a Cutrale “comprou” a área há apenas 5 anos, sabendo que não havia titulação, que havia um processo na Justiça por reintegração de posse pelo Incra. Por que então a Cutrale apostou em comprar terras baratas e griladas e enchê-las de laranja? Graças a seu poder de influência na sociedade brasileira e paulista.

A Cutrale é o símbolo do processo de concentração de terras, produção e capital ensejado por esse modelo de subordinação da agricultura brasileira aos interesses do capital internacional.

Omissão

Ninguém da “grande” imprensa noticiou que a Cutrale possui nada menos do que 30 fazendas em São Paulo e Minas Gerais, totalizando 53.207 hectares. E que, destes, seis fazendas com 8.011 hectares são classificadas pelo Incra, no recente cadastro de 2003, como improdutivas; portanto, passíveis de desapropriação. Entre as 30 fazendas não consta a área grilada de Iaras, pois não é de sua propriedade (veja tabela abaixo).

Uma colunista teve coragem de noticiar os vínculos partidários e as polpudas verbas gastas pela empresa nas campanhas eleitorais, em apoio a todos os partidos.

O fato é que a Cutrale é símbolo desse modelo de agronegócio subordinado ao capital internacional. Uma empresa de origem familiar do interior de São Paulo se vincula ao mercado externo, se associa com a Coca-Cola e passa a controlar, em poucos anos, a maior parte do mercado de laranja do Brasil e 30% de todo o mercado mundial de sucos. Hoje, cerca de 90% do suco produzido no Brasil é exportado.

Monopólio

Em poucos anos, o setor se transformou, de muitas e médias agroindústrias e de milhares de pequenos e médios produtores de laranja, num setor altamente oligopolizado. Hoje são apenas quatro grupos que controlam toda laranja: Cutrale (mais ou menos 60%); Citrosuco; Louis Dreifus Commodities – LDC (francesa); e Citrovita, da Votorantim.

A Cutrale tem esse poder todo porque possui uma empresa associada (joint venture) à Coca-Cola mundial nos EUA, de quem é fornecedora exclusiva em escala mundial. Por isso sua condição de empresa “Ltda.”, pois já é parte (menor) do monopólio mundial da Coca-Cola.

Numa reportagem de 2003, a insuspeita revista Veja denunciou a empresa Cutrale de ter subsidiária nas ilhas Cayman, como forma de aumentar seus lucros, ou quem sabe de evasão fiscal… e saiba Deus mais o quê.

Exploração

Essas empresas passaram a comprar terras e assim garantem uma base da produção de laranja suficiente para impor preços e condições draconianas aos pequenos e médios agricultores que antes produziam laranja para um mercado concorrencial. Os trabalhadores dos laranjais são superexplorados com salários ridículos, pagos por produção, sem nenhum direito trabalhista.

O resultado de todo esse processo foi que milhares de pequenos e médios agricultores tiveram que abandonar a produção de laranja. Entre 1996 e 2006, foram destruídos, segundo o Censo Agropecuário do IBGE, somente em São Paulo, nada menos do que 280 mil hectares de laranjais.

Mas a Globo não fez nenhuma reportagem. Nem o serviço de inteligência da PM de São Paulo se preocupou em filmar porque os pequenos e médios agricultores estavam destruindo seus laranjais!

Os parlamentares ruralistas realmente não têm consciência de sua classe – da burguesia rural. Em vez de defendê-la, ficam sempre puxando o saco da burguesia internacional. Razão tinha mesmo o nosso saudoso Florestan Fernandes: faltou-nos uma revolução burguesa nesse país, que pelo menos lhe desse sentido de classe e consciência de nação.

*Ariovaldo Umbelino de Oliveira é doutor em Geografia, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – Departamento de Geografia Humana – da Universidade de São Paulo (USP). É estudioso dos movimentos sociais do campo e da agricultura brasileira e autor de vários livros.

Fonte: http://www.mst.org.br

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28 de setembro: 18 horas de mobilização nacional das mulheres pela legalização do aborto

setembro 26, 2009 · Deixe um comentário

O dia 28 de setembro é o Dia Latino Americano de Luta das Mulheres pela Legalização do Aborto. No Brasil, em muitas cidades haverá atos e manifestações
contra a criminalização das mulheres, que vem se ampliando no país – por meio de ações policiais e de propaganda misógina -,  e pela legalização do aborto.

Todas distribuirão o manifesto nacional, elaborado por uma frente de organizações de mulheres que vem tendo mais adesões a cada dia:

Frente pelo fim da criminalização das mulheres e pela Legalização do Aborto!

Na maioria das capitais brasileiras haverá alguma manifestação das mulheres, a começar de atos para adesão oficial à Frente Nacional, como os que acontecerão em Salvador e em Belém. Panfletagens, intervenções artísticas, vigílias, atos e passeatas estão previstos em várias capitais, em todas as regiões do território nacional.

Em diversos estados as atividades não se limitam ao dia 28. Debates, oficinas, ações mais ligadas à (in)formação sobre o tema acontecerão em dias anteriores e posteriores ao dia de luta latino americana.

Em São Paulo, organizações feministas e movimentos sociais se reúnem das 15h às 19h na Praça da Sé, onde acontecerá um ato com panfletagem do manifesto e diversas intervenções urbanas, como performances e apresentações cênicas .

No Brasil, centenas de mulheres estão sendo perseguidas, humilhadas e condenadas por recorrerem à prática do aborto. A ultrapassada legislação brasileira, de 1940, criminaliza a mulher e quem a ajuda a interromper uma gravidez indesejada. Essa criminalização condena as mulheres a praticarem o aborto de forma clandestina, resultando em riscos altíssimos para suas vidas, sua saúde física e psíquica, além de não contribuir para a redução de um grave problema de saúde pública. As mulheres pobres, negras e jovens, do campo e da periferia das cidades, são as que mais sofrem, pois quem tem como pagar, acaba encontrando um médico disposto a fazer. As filhas da elite podem ir ao exterior e fazer aborto legalmente.

Para denunciar esta situação e lutar por mudanças na legislação brasileira, foi criada a Frente Nacional pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. Na próxima segunda-feira, 28 de setembro, dia latino-americano de luta em torno desta bandeira, organizações feministas, movimentos populares e entidades da sociedade civil realizarão manifestações públicas em todo o país.

Na avaliação das organizações que integram a Frente Nacional, a criminalização das mulheres é mais uma expressão do contexto reacionário, criado e sustentado pelo patriarcado capitalista globalizado em associação com setores religiosos fundamentalistas. “Querem retirar direitos conquistados e manter o controle sobre as pessoas, especialmente sobre os corpos e a sexualidade das mulheres. Ao contrário da prisão e condenação das mulheres, o que necessitamos e queremos é uma política integral de saúde sexual e reprodutiva que contemple todas as condições para uma prática sexual segura. A maternidade deve ser uma decisão livre e desejada e não uma obrigação das mulheres. Deve ser compreendida como função social e, portanto, o Estado deve prover todas as condições para que as mulheres decidam soberanamente se querem ou não ser mães, e quando querem”, diz um trecho do manifesto do movimento.

Desde o final da década de 90, a estratégia de setores ultraconservadores e religiosos tem sido o “estouro” de clínicas que fazem aborto. O resultado de tal prática é que, em diferentes estados, os Ministérios Públicos, em vez de garantiram a proteção das cidadãs, têm levado a cabo investigações contra as mulheres, levando muitas delas a responderem pela prática na Justiça. Em Mato Grosso do Sul, cerca de 2.000 mulheres estão ameaçadas de indiciamento. Muitas já foram processadas e condenadas a realizarem trabalhos em creches, cuidando de bebês, num flagrante ato de violência psicológica. Às ações do Judiciário somam-se os maus tratos e humilhação que as mulheres sofrem em hospitais quando, em processo de abortamento, procuram atendimento. No Congresso Nacional, tramitam diversos projetos de lei que  criminalizam cada vez mais apenas as mulheres.

“Nenhuma mulher deve ser impedida de ser mãe. E nenhuma mulher pode ser obrigada a ser mãe. Defendemos a democracia e o principio constitucional do Estado laico, que deve atender a todas e todos, sem se pautar por influências religiosas e com base nos critérios da universalidade do atendimento da saúde”, afirma a Frente.

PROGRAMAÇÃO DA FRENTE NACIONAL PELOS ESTADOS

28 de setembro

AP -  MACAPÁ

Ação com exposição de faixas da Frente e distribuição de materiais em locais de movimentação e sinais, avenida Fab, com recolhimentos de assinaturas.

(Domingo anterior, dia 27, panfletagem e esclarecimentos o dia todo no bairro Nova Esperança)

BA – SALVADOR

19h: Lançamento da Frente Nacional na Bahia

Câmara Municipal de Salvador

CE – FORTALEZA

12h30 : panfletagem com manifesto e cordel em três fábricas com maioria de funcionárias mulher.

DF – BRASÍLIA

12h – 14h: Panfletagem na frente do Shopping Pateo Brasil (W3 Sul)

16h – 17h30: Oficina de cartazes e camisetas – Praça da República

17h30 – 19h: Faixas nos sinais da rodoviária (Eixo Monumental)

19h – 20h: Batucada pela Rodoviária

20h30: Vigília na Praça da República

PA – BELÉM

15h – 17h: Triálogos Feministas: As mulheres decidem, a sociedade respeita, o Estado garante FASE – Av. Bernal do Couto esq. Alcindo Cacela

17h – 18h: Lançamento da Frente no Estado do Pará

(Domingo, 27, haverá ato na Praça da República, às 9h)

PB – JOÃO PESSOA

15h : Ato político, com panfletagem, performance poética/musical

Parque Solon de Lucena

PE -  RECIFE

9h : Ato de adesão à Frente / Performances, intervenções e manifesto.

Rua Sete de Setembro

Apresentações das “Loucas da Pedra Lilás”:

15h : ato em Camaragibe

16h: ato na CUT

19h: ato do Fórum LGBTT

RJ – RIO DE JANEIRO

11h: Panfletagem com intervenções urbanas

Vale do Carioca

(dia 6 de outubro haverá um debate)

RN -  NATAL

11h00: Ação Direta e Panfletagem no cruzamento do CEFET

19h00: Exposição ”Aborto: o direito à vida deve também ser o direito de viver?”

Local: FARN:  Av. Salgado Filho, por trás da Escola Doméstica

(A programação da Frente em Natal estende-se até o dia 1º de outubro)

SP – SÃO PAULO

15h : Ato público, com panfletagens, intervenções urbanas, cênicas

Praça da Sé

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Puf

setembro 14, 2009 · 1 Comentário

Parando para pensar nas dificuldades iniciais do começo da vida. Alguém aí já parou e pensou o quanto é traumático o primeiro ano de vida de uma criança? Sistema digestivo aprendendo a funcionar, dentes crescendo e rasgando gengivinhas doces e rosadinhas, aprender a pegar as coisas, a soltar as coisas, a engatinhar, andar…

É muita informação para o primeiro ano de vida, muita mesmo, fora que deve ser uó sair de uma barriga hiper quentinha e de imediato entrar em contato com um mundo friozão, principalmente quando se vive em Sampa… É mas no final das contas o que vale mesmo é acordar com o sorrisão mais animal do mundo do meu lado.

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