BiDê Brasil

Tempo

Publicado por: Luka em: Maio 21, 2009

Tempo. Não ter tempo para dar conta das tarefas antigas, não ter tempo para escrever direito, não ter tempo para sair com os amigos… Mas é ter tempo para construir um novo jeito de amar, tempo para re-aprender a olhar o mundo como se tudo fosse novo, tempo para fantasiar nuvens de marshmallow e dar mordidinhas nas perninhas de rã.

A mudança de tempo é real, porém o mais real é a qualidade do tempo.

Ainda bem que existem Rosas no meu quintal para me ensinar novos tempos…

A Crise dos 3 Meses

Publicado por: Luka em: Maio 12, 2009

Por volta de 2-3 meses de idade, alguns bebês tornam-se tão eficientes na mamada que são capazes de mamar tudo o que precisam em 5 ou 7 minutos, algumas vezes em 3 minutos. Se ninguém disso isso para a mãe e ela espera que a criança fique no seio por “pelo menos 10 minutos”, ela vai achar que seu filho não está mamando o suficiente, como esta mãe aqui:

Eu tenho uma filha de 4 meses. Meu problema é que não sei se ela está mamando o suficiente. Ela passa somente 3-4 minutos no peito e eu fico com receio de que ela não está mamando leite suficiente. Quando ela tinha 2 meses, ela mamava por 10 minutos de um lado e 5 do outro e ganhava peso rapidamente; agora ela está caindo na curva de crescimento.

Eu também notei que meus seios não enchem mais como antes, eles chegavam até a vazar!

O que mais me intriga é que nos primeiros 2 minutos ela engole muito leite, bem rápido e e depois começa a tirar a boca do peito e a colocar novamente, sem ficar quieta. Eu tenho que alternar os lados e tentar posições diferentes para ela mamar ao menos 10 minutos. Eu me pergunto se ela faz isso porque ainda está com fome.

Outra coisa que me preocupa é que ela está mamando mais vezes, especialmente de noite. Ela dormia 5-6 horas seguidas de noite, agora dorme no máximo 3-4 horas, até menos.

O pediatra me disse que eu posso começar a dar leite artificial na mamadeira. Já tentei, mas ela não aceita, mesmo que outra pessoa ofereça a mamadeira.

O caso desta mãe ilustra bem a crise dos 3 meses de idade:

1. O bebê que mamava 10 minutos agora termina em 5 minutos ou menos.
2. Os seios, antes cheios e pesados, agora estão macios e “vazios”.
3. O leite não vaza mais.
4. O ganho de peso do bebê diminui.

Tudo isso é absolutamente normal. O engurgitamento das mamas nas primeiras semanas pós-parto não tem nada a ver com a quantidade de leite produzida e sim com uma inflamação temporária que acontece no início da lactação. Mamas cheias e vazamento são problemas iniciais, que desaparecem assim que a amamentação está estabelecida.

E a diminuição no ganho de peso, claro, é esperada. Os bebês ganham menos e menos peso a cada mês que passa. É por isso que as curvas de crescimento são curvas e não retas. Entre 1 e 2 meses, uma menina amamentada ao seio ganha tipicamenate 400g a 1,3 kg, com a média sendo um pouco acima de 800g. Eliminamos o primeiro mês, porque sempre há perda de peso e depois ganho, o que faz a conta final muito variável. SE o bebê fosse continuar ganhando peso neste padrão, em 1 ano ganharia 5 a 15 kg, com média de 10 kg. Na realidade, durante o primeiro ano de vida, meninas ganham entre 4,5 a 6,5 kg, com a média sendo 5,5kg. Em outras palavras, uma menina que ganhou 500g no primeiro mês de vida (alguns podem achar muito pouco, mas na realidade é normal) ganhará menos peso eventualmente. Todos os pesos são medidas aproximadas. Meninos geralmente ganham um pouco mais que meninas.

Claro que o bebê da mãe do exemplo não aceitou a mamadeira com complemento; ela não estava com fome. Infelizmente nem todos os bebês mostram tal controle e, algumas vezes, especialmente se a mãe insiste muito, eles tomam a mamadeira msmo sem estarem com fome.

Se alguém tivesse explicado a esta mãe o que estaria para acontecer no terceiro mês, ela não teria se preocupado. Mas a mudança inesperada deixou-a insegura. Mesmo assim, se ela estivesse confiante na própria habilidade para amamentar, ela não teria se estressado. A explicação mais lógica para todas as mudanças é “eu tenho tanto leite que minha filha fica cheia em 3 minutos”. Mas o medo do fracasso na amamentação é tão incutido em nossa sociedade, que não importa o que acontece, a mãe sempre pensa (ou é convencida a pensar) que ela não tem leite suficiente.

A mãe também se preocupa com outro mito moderno: que as crianças, à medida em que o tempo passa, aprender a dormir mais. Na realidade, as crianças passam mais tempo acordadas quando vão crescendo. É verdade que um dia elas dormirão mais horas seguidas e vão começar a dormir a noite inteira, mas dificilmente isso acontece aos 4 meses de idade. Entre o nascimento e 4 meses de vida, é mais provável que você observe seu bebê dormindo menos. Muitos bebês mamam várias vezes por noite durante os primeiros anos de vida (o que é muito mais fácil que preparar mamadeiras de madrugada, especialmente se o bebê dorme na mesma cama que a mãe).

A mãe do exemplo já começou a forçar a filha a comer. É um beco sem saída. É fácil deduzir que, a menos que a mãe decida mudar radicalmente seus hábitos, a introdução de sólidos será uma luta.”

Retirado, na íntegra, de My Child Won’t Eat, do pediatra Carlos González, recomendado pela La Leche League.

Susurrando

Publicado por: Luka em: Maio 5, 2009

Fora tudo mais que eu penso… Eu só penso em você e na Rosa…

Vídeo sobre repressão

Publicado por: Luka em: Maio 5, 2009

Vídeo sobre o 8 de março

Publicado por: Luka em: Maio 5, 2009

Vinheta 50 números de Jornal Contraponto

Publicado por: Luka em: Maio 4, 2009

Decolando

Publicado por: Luka em: Abril 23, 2009

A primeira Páscoa e as duas resolvem se lançar ao mar, na verdade ao ar.  É diferente sair viajando por aí quando se tem uma pequena companheira de aventuras, é necessário pensar em quantas roupinhas de frio carregar, quantas de calor, quantas disso ou daquilo… Em algumas ocasiões até pensar se deve levar um bercinho desmontável ou não.

Após separar a maioria das coisas que seriam necessárias para a viagem fomos ao aeroporto e lá o avião demorou a sair, tudo indica que o céu de Porto Alegre estava fechado. A pequena nem reclamou muito, mas eu já estava ligando pra São Pedro tomar tenência e abrir aquele céu de qualquer jeito!

Avião sobe, avião desce e a pequena capotada no colo e eu enlouquecida com mochila, travesseiro, carregador… Invejinha, invejinha do pinguinho! Sai do aeroporto encontra o pai, o tio e o céu mormaçado de PoA. O bebê acordando pra ver o lugar novo, arzinho mais saudável, sem muito stress… Ai vontade de voltar a ser bebê e ficar ali jogada no colo dos pais falando: Agu!

Uma aventura e tanto, Rosa conheceu tio, tia, avó, tia-avó, tio-avô, cachorros, tio Zé, tia Carmem, tio Alê, tio Japa, tio Alan, tiostiostios, tiastiastias e ainda se refestelou no colo do papai que tava morrendo de saudades do pinguinho. Fora a maravilhosa digivolução da Rosa que agora passou a dar mini-gargalhadinhas e conversar com barulhinhos conosco.

A primeira viagem foi uma ótima experiência, espero fazer mais coisas do tipo durante o ano.

GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA No- 185, DE 20 DE ABRIL DE 2009
Constitui a Comissão Organizadora da 1a Conferência de Comunicação – CONFECOM.


O MINISTRO DE ESTADO DAS COMUNICAÇÕES, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, incisos
II e IV, da Constituição, e tendo em vista a edição do Decreto de 16 de abril de 2009, que convoca a 1a Conferência Nacional de Comunicação,
resolve:
Art. 1o Constituir a Comissão Organizadora da 1a Conferência Nacional de Comunicação – CONFECOM, a ser realizada no
período de 1o a 3 de dezembro de 2009, na cidade de Brasília, Distrito Federal.

Art. 2o A Comissão Organizadora será composta por representantes do poder público e de entidades e organizações da sociedade
civil, conforme Anexo desta Portaria.

Art. 3o Os órgãos, entidades e organizações relacionadas no Anexo deverão indicar seus representantes no prazo máximo de dez
dias, a contar da data de publicação desta Portaria.

Parágrafo único. Cada órgão, entidade ou organização deverá indicar um representante titular e dois suplentes, com exceção do
Senado Federal e da Câmara dos Deputados que indicarão dois representantes titulares e quatro suplentes, cada um.

Art. 4o As indicações de que trata o art. 3o serão encaminhadas ao Ministro de Estado das Comunicações, que designará os
membros da Comissão por meio de Portaria.

Art. 5o A Comissão Organizadora será presidida pelo representante do Ministério das Comunicações.

Art. 6o A participação na Comissão Organizadora não ensejará remuneração de qualquer espécie e será considerada serviço
público relevante.

Art. 7o A Comissão Organizadora contará com três subcomissões, que prestarão o apoio técnico e operacional necessário à
execução de suas atividades:
a) Subcomissão de Infraestrutura e Logística;
b) Subcomissão de Metodologia e Sistematização; e
c) Subcomissão de Divulgação.
Parágrafo único. O regimento interno da Conferência estabelecerá as atribuições a serem conferidas às subcomissões.

Art. 8o Compete à Comissão Organizadora:
I – coordenar, supervisionar e promover a realização da 1a CONFECOM, atendendo aos aspectos técnicos, políticos e administrativos;
II – elaborar proposta de regimento interno da 1a CONFECOM, que disporá sobre sua organização e funcionamento;
III – indicar os integrantes das subcomissões referidas no art.7o, podendo ampliar a composição destas, sempre que houver necessidade;
IV – coordenar, orientar e acompanhar as atividades das subcomissões;
V – aprovar os eixos temáticos, bem como o documentoreferência que irá nortear os debates sobre os eixos temáticos nos
diferentes níveis da 1ª CONFECOM;
VI – definir a metodologia e os procedimentos a serem empregados nas Conferências Municipais, Estaduais, Distrital e Nacional;
VII – acompanhar o processo de sistematização das proposições da 1ª CONFECOM;
VIII – deliberar sobre os critérios de participação e representação dos interessados, de expositores e debatedores das mesasredondas,
bem como dos convidados nacionais e internacionais;
IX – elaborar diretrizes para o funcionamento das Conferências Municipais, Estaduais e Distrital, com os procedimentos para
a sua convocação e realização, eleição de delegados e requisitos básicos para a participação social;
X – orientar e acompanhar a realização e os resultados das Conferências Municipais, Estaduais e Distrital;
XI – mobilizar a sociedade civil e o poder público, no âmbito de sua atuação nos municípios, Estados e Distrito Federal, para organizarem
e participarem das Conferências;
XII – promover a articulação com entidades civis e órgãos públicos a fim de garantir a realização das Conferências;
XIII – promover a integração com os setores do Ministério das Comunicações, que tenham interface com o evento, para resolver
eventuais pendências e tratar de assuntos referentes à 1ª CONFECOM;
XIV – zelar pela efetiva realização do evento, possibilitando a infraestrutura adequada, por meio de parcerias, convênios e contratos,
garantindo o atendimento especializado às pessoas com deficiência e a integridade de todos os participantes; e
XV – aprovar o Relatório Final da 1ª CONFECOM.
Parágrafo único. Caberá ao Presidente da Comissão Organizadora a solução de casos não previstos nesta Portaria.

Art. 9o A Comissão Organizadora realizará reuniões mensais para debater e deliberar sobre aspectos relacionados à 1a CONFECOM.
Parágrafo único. Caso seja necessário, poderão ser convocadas reuniões extraordinárias.

Art. 10. As despesas da Comissão Organizadora correrão por conta de recursos orçamentários próprios do Ministério das Comunicações.
Art. 11. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

HÉLIO COSTA
ANEXO
COMPOSIÇÃO DA COMISSÃO ORGANIZADORA DA 1a CONFERÊNCIA NACIONAL DE COMUNICAÇÃO – CONFECOM

I PODER PÚBLICO
1.Casa Civil da Presidência da República
2.Ministério das Comunicações
3.Ministério da Ciência e Tecnologia
4.Ministério da Cultura
5.Ministério da Educação
6.Ministério da Justiça
7.Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
8.Secretaria-Geral da Presidência da República
9.Senado Federal
10.Câmara dos Deputados

II SOCIEDADE CIVIL
11.ABCCOM – Associação Brasileira de Canais Comunitários
12.ABEPEC – Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais
13.ABERT – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão
14. ABRA – Associação Brasileira de Radiodifusores
15.ABRAÇO – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária
16.ABRANET – Associação Brasileira de Provedores Internet
17.ABTA – Associação Brasileira de TV por Assinatura
18.ADJORI BRASIL – Associação dos Jornais e revistas do interior do brasil
19.ANER – Associação Nacional de Editores de Revistas
20.ANJ – Associação Nacional de Jornais
21.CUT – Central Única dos Trabalhadores
22.FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas
23.FITERT – Federação Interestadual dos Trabalhadores de Empresas de Radiodifusão e Televisão
24. FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
25.INTERVOZES – Coletivo Brasil de Comunicação Social
26.TELEBRASIL – Associação Brasileira de Telecomunicações

Como ela sabe que a ama?

Publicado por: Luka em: Abril 22, 2009

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Em português:

Em espanhol:

Filmes, Conferências e um pouquinho de pessimismo

Publicado por: Luka em: Abril 18, 2009

A vida não é um filme da Disney, se fosse teríamos tido uma insurreição popular contra as reformas apresentadas pelo Governo Lula logo no comecinho do primeiro mandato. Não foi o que aconteceu, hoje acabamos por comemorar pequeníssimas vitórias que nem são tão vitoriosas assim.

Para o movimento pela democratização da comunicação isso se representa com a publicação do decreto convocando a Conferência Nacional de Comunicação, pauta antiga dos/das militantes e que finalmente foi atendida pelo governo federal recheada de poréns.

Em um filme da Disney a Confecom teria seu Grupo de Trabalho (GT) de organização formado proporcionalmente por governo, empresariado e sociedade civil e não paritária como o Governo Lula empurra goela abaixo do movimento pela democratização da comunicação. Um GT de organização em que o empresariado que já tem todas as benécias do Minicom (Ministério das Comunicações) tem o mesmo peso do resto da sociedade que só leva tapa na nuca do governo federal, este mesmo GT que nem ao menos foi discutido com a Comissão Nacional Pró-Conferência que vem há tempos solicitando a Conferência e formulando para se discutir com o governo de maneira franca e aberta.

Óbvio que se fosse um filme perfeito nem da Disney seria, seria de alguma produtora independente e teria sua distribuição feita em circuito diminuto e o que normalmente acontece com os bons filmes e informações que temos neste país.

Vencemos, pois o decreto saiu, mas um decreto meio manco, com um grau de astigmatismo complicado e acaba deixando mais dúvidas do que respostas concretas, mas uma coisa já assinala: Novamente o lado que o governo federal e o Minicom vão assumir é o lado do empresariado e não o lado do povo.

Esperemos para ver a portaria com os detalhes do funcionamento da Confecom, até dado momento as perspectivas não são das melhores, mas é necessário pressionar, colocar as formulações que temos sobre comunicação ou qualquer outro tema; mas também não os movimentos sociais não devem centralizar suas discussões, pois continuam rolando fusões de empresas de telecomunicações (Brasil Telecom e Oi; Intelig e TIM), demissões em diversos meios de comunicação, discussão no congresso sobre a Lei de Imprensa e muitas outras questões. Isso se só nos ativermos aos motes de comunicação…

É… Se a vida fosse um bom filme e a política também não passaria nem no Telecine Cult, muito menos na televisão aberta… Os empresários não deixariam e teriam ampla ajuda do Governo Lula e do Ministro das Comunicações Hélio Costa.

quem é essa garota?

relações perigosas

Rosa e o país das maravilhas

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