Quando eu aprendi que não precisava ser sozinha

Nos últimos dias tenho pensado muito no que eu me tornei nestes 4 anos de maternidade, quais lições realmente aprendi e em qual pessoa me tornei.

Bem, a Rosa não foi programada, mas ao mesmo tempo me trouxe os meses de espera mais felizes da minha vida, com algumas tempestades, dúvidas e medos. Mas a certeza de que naquele momento eu daria conta das adversidades de ser mãe solteira era absoluta.

Lembro do dia em que ela nasceu, cada minutinho, lembro de quando ela saiu de mim e parou na minha barriga. As duas cansadas, mas ali naquele momento eu sabia ter ganhado não apenas uma filha, mas uma companheira e que grandes desafios viriam pela frente.

Perdi as contas de quantas vezes chorei a noite enquanto ela dormia. Chorava com medo de não dar conta de nós, de não conseguir me levantar quando o sol aparecesse para poder dar continuidade a nossa vida, mas aí eu olhava para ela e a força brotava. A certeza de que no meio de tanta incerteza a gente perseveraria aparecia e me dava força para continuar.

Me apaixonei pela Rosa logo quando descobri que estava grávida, logo ao vê-la pela primeira vez em uma telinha de ultrassom no consultório do GO. Ela estava ali, esperando para me cativar para sempre.

Cometi alguns erros, os quais levo comigo para não acontecer novamente. Aprendi nessa maratona de maternidade que o amor pode se manifestar de diversas formas diferentes e não importa o momento ela sempre tem lugar no meu coração.

Não sei se a Rosa será minha única filha, mas uma certeza eu tenho: Rosa será minha única filha como mãe solteira/sozinha. Aprendi com ela que algumas coisas não fazemos sozinhas, não é plausível se fazer sozinha, é uma tarefa hercúlea e a qual não irei mais enfrentar de forma solitária.

Hoje eu lembro dos dias e noites em que passei acordada sozinha, foram poucos, porém não menos extenuantes. A incerteza de talvez não ter outros filhos vem por aí, apesar da vontade imensa que me arrebata cada vez que ouço uma amiga anunciar a gravidez e afins é automaticamente arrefecida por um: Não… Sozinha não mais.

A minha filha me fez voltar a sorrir, me fez ter preocupações de mãe, me fez ter vontade de mostrar o mundo e contar histórias.

Sobretudo, Rosa me ensinou que não é preciso ser sozinha, que é bom dividir as preocupações, pedir ajuda e que nem sempre precisamos nos esconder para chorar.

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