Blogueiras Feministas: Feminismo, maternidade e a briga nossa de cada dia

Segue o terceiro texto publicado no Blogueiras Feministas.

Confesso que o dia das mães não me empolga, talvez por que seja um dos períodos do ano em que a minha dor seja mais visível, nada relacionado ao significado da data em si: motivo para se aquecer o comércio, valorização da mulher como cuidadora, visão unilateral do que é ser mulher e tantas outras coisas que pra mim são um tanto conservadoras quando penso qual o papel da mulher na sociedade. Mas ao mesmo tempo não nego que é um bom momento para reflexão do que é realmente tomar a decisão de ser mãe.

Acho fundamental que neste dia das mães desvinculemos um pouco a questão reprodutiva dos afetos pessoais, dessa imagem da mãe sacralizada e abnegada, aquela disposta aos maiores sacrifícios em nome de sua prole. Mães são também trabalhadoras não-remuneradas, que pelo modelo atual de família e mercado tendem a arcar individualmente com um ônus imenso em nome do bônus coletivo. Oferecer melhores condições para que desempenhem este trabalho, quer seja dentro da família, com o pai assumindo mais tarefas, quer seja no ambiente de trabalho, com tolerâncias às ausências justificadas de quem tem crianças sob sua responsabilidade sem que isso reflita em prejuízos ao seu desenvolvimento profissional, não é portanto uma questão de solidariedade. É um investimento social de  longo prazo. (PAIVA, Iara. Blogueiras Feministas)

O texto pode ser lido completo aqui.

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