Uma lágrima e uma desistência

Faz tempo que não posto nada que não seja sobre feminismo e grandes questões da política e humanidade.

Hoje eu abro esta brecha, pois preciso escrever sobre este meu coração que hoje está mais duro, desacreditado e triste. Não é segredo para ninguém que amo e amo muito, amo tanto que as vezes não sei nem como consigo respirar e aí olho pro lado e vejo a Rosa e entendo que meu amor pela pequena é maior do que meu amor por ele e quando os dois estão juntos para mim é um alento, é a nesga de felicidade plena, mas acabou. Desisti.

Foi tanto tempo chorando sozinha, me escondendo para que não soubessem, notassem ou desconfiassem que aqui dentro tem um amor tão grande que as vezes nem cabe.

Deu meu coração de ficar abatido
De bater sem sentido
Meu coração surrado
Deu de arrancar o curativo
Deu de cutucar o machucado (ALBUQUERQUE, Kléber e FERNANDES, Tata. Aí)

Porém agora foi e não por que desamei, eu só desisti de continuar amando tanto. Vou guardar este amor todo em uma caixinha de madeira bem bonita, junto com as nossas coisas que no final só são minhas coisas, pois só eu lembro e só tem significado para mim e mais ninguém.

Deixo este amor aqui, para ver se sem respirar ele vai morrendo aos poucos, pois é a única saída possível. Matar um amor nunca é das tarefas mais fáceis ou felizes da vida, porém as vezes é necessário para não definharmos.

Desisto finalmente de do meu amor mais bonito, real, curtido, sonhado, desejado, alegre e leve e o faço para poder me amar melhor.

2 respostas para Uma lágrima e uma desistência

  1. Aline MAria

    Luka,
    tenho acompanhado suas matérias do blog e me identifiquei muito com este post porque a mais ou menos um ano atrás tive de tomar essa decisaõ que, como perfeitamente disseste, não é uma tarefa fácil e muito menos feliz!!!! Mas necessária, pois não podemos nos renegar o direito ao amor-próprio! Sofri 4 anos para tomar essa decisão e só ganhei felicidade com essa atitude pois ao não deixar o meu amor resfirar passei a respirar eu, coisas que a muito não fazia. Quatro anos não são quatro dis e nem quatro minutos, e hoje posso dizer da dureza que me tranformei não para o amor, mas todo e qualquer sentimento que tente rebaixar a minha auto-estima. Parabens e espero que a sensação de vida retome esse viver.

    • Luka – Autor

      Oi Aline,

      Acho que esta nunca é uma decisão fácil, até por que é decidir se preservar mesmo amando outra pessoa muito… Mas é isso já foi tempo demais dando murro em ponta de faca e agora eu preciso ficar bem.

      Volta sempre =]

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