Chora Serra, Chora Goldman e Chora Alckmin: Governo vê conluio em licitação do Metrô

E mesmo depois do período eleitoral a Folha – que não está entre o hall dos meus jornais confiáveis, mas quando começa a falar coisas que chamuscam o Governo de SP é de se pensar – dá continuidade as matérias sobre o metrôgate, esse escândalo deveria ter vindo à tona à época do buraco de pinheiros e quando o sindicato dos metroviários fazia greve e mais greve para denunciar as fraudes tucanas e a relação PSDB e Alstom. Passou dá hora de ir pra rua derrubar este governo que além de corrupto é facista também.

Já começam a dizer que o governo não sabia de nada, essa história de não sabia e fizeram debaixo do meu nariz é difícil de engolir, ainda mais lembrando, como eu disse de que na época da do buraco de pinheiros ensaiou-se uma CPI do Metrô para apurar as irregularidades envolvidas no caso, como podemos ver em outra matéria da própria Folha.

Esperemos o desenrolar dessa história de anos.

Relatório da Corregedoria do Estado aponta que empresas combinaram resultado em concorrência da linha 5-lilás

Empresas disseram que não houve combinação; licitação foi suspensa após Folha revelar que sabia antes o resultado

ALENCAR IZIDORO
EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO

A Corregedoria do Estado concluiu que houve conluio entre as empresas que venceram a licitação de sete lotes para a construção da linha 5-lilás do Metrô.
A licitação foi suspensa no fim de outubro após a Folha revelar que conhecia, com seis meses de antecedência, os vencedores dos sete lotes da concorrência, no valor total de R$ 4 bilhões.
O parecer do órgão é conclusivo ao afirmar que não houve envolvimento de funcionários do Metrô, mas aponta “indícios de possível fraude ao caráter competitivo do processo de licitação”.
A Corregedoria identificou que só as vencedoras fizeram propostas de preços abaixo do mínimo estabelecido.
O secretário da Casa Civil, Luiz Antonio Guimarães Marrey, braço direito do governador Alberto Goldman (PSDB), afirma que houve “prévio acordo entre licitantes”, “consenso dos bastidores” e “indícios de que os preços foram combinados” para fraudar a concorrência.
O presidente da Corregedoria, André Dias Menezes de Almeida, aponta que a existência de conluio entre as empresas “pode gerar consequências administrativas”.
Ele sugere um procedimento interno para “avaliar a anulação do processo licitatório” e deu prazo de 30 dias para o Metrô informar as medidas adotadas no caso. Caso a licitação seja anulada, a linha 5-lilás não será concluída nos próximos quatro anos, na avaliação da equipe do governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB).
A Promotoria e a Polícia Civil investigam o caso.

O QUE A CORREGEDORIA APONTA

– O resultado da licitação era imprevisível
– Várias empresas poderiam vencer cada lote, mesmo assim, a Folha sabia, com seis meses de antecedência, quem venceria cada um dos sete lotes
– Somente as empresas vencedores deram preços abaixo dos valores mínimos estabelecidos pelo Metrô, o que demonstra que cada vencedor focou apenas um determinado lote, mesmo podendo participar também dos demais lotes
– A estratégia de focar em apenas um lote “faz sentido num contexto em que as ações de cada uma das licitações se apresentam como parte de um plano coletivo”
– Não houve envolvimento de funcionários do Metrô

*Atualizado às 9h12 da manhã do dia 1º de dezembro

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