Violência, facismo e video-tape (Ou não)

Barbárie, não há outro nome para descrever o que acontece neste país há alguns anos. Abri o wordpress com o intuito de escrever sobre os casos de homofobia acontecidos neste final de semana tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo. Mas aí me deparei com a notícia sobre um caso de violência contra moradores de rua no Ceará e com o post sobre os casos de homofobia no Blog do Sakamoto e então acabei modificando o tema deste post.

Chegamos a um ponto que dispomos da vida das pessoas diferentes de nós como se fossem descartáveis, como copinho de aniversário de criança. Os casos de violência que temos visto tanto contra moradores de rua, LGBTs, mulheres, nordestinos/as, negros/as e tantos outros grupos são também fortalecimento de um direita facista neste país, mas não apenas isso explicaria o rompante de violência contra “minorias” que acompanhamos nos últimos anos, há também o fato da própria mobilização destes para ir pra rua quando casos como os dos meninos espancados no Rio e São Paulo acontecem, ou a extrema institucionalização dos movimentos.

O machismo, preconceito, xenofobia, facismo está aí a solta, se organizando e qual será a resposta que daremos para isso? Lobbysmo? Óbvio que leis são importantes para dar limites legais aos brutais ataques que vem sendo sofridos pela comunidade LGBT e tantos outros setores da sociedade, mas é preciso que estes que pedem a morte de nordestinos, que relegam mulheres a morte por abortamento, que espancam LGBTs e atiram em moradores de ruas.

Falta a nós que defendemos liberdades civis, direitos humanos, pararmos de baixar a cabeça para articulações feitas no âmbito governamental (seja ele qual for) e irmos para a rua dizer que não deixaremos passar mais mortes, mais espancamentos e mais impunidade!

Agora quem quiser ver luz – inexistente – ao final do túnel com UPPs como o Cabral fez no Rio de Janeiro, resigno a dizer que acreditar nesta política é também corroborar com facismo e genocídio e está mais que na hora de fazer uma luta contra as opressões de forma completa e organizada, sem grandes ilusões no congresso, mas pressionando-os para que realmente os acordos internacionais sejam cumpridos de uma vez por todas.

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