O meio de uma história de amor

Uma imagem vale mais do que mil palavras, mas as vezes é necessário um punhado de letras juntas para poetizar um determinado momento e o quanto este é importante. Quando chegou o envelope nem acreditei que realmente havia sido lembrada e gostariam da minha presença em tão esperado acontecimento, abri o envelope e depois o plástico envolvendo o convite de casamento da Luciana e do Roberto. Lá estava em papel branco e destinado há um nome que não uso mais há quase um ano e meio, o importante era a lembrança e dentro da cabeça começou a borbulhar dezenas de coisas que precisava escrever para a Luguinha, ainda mais por não ter como comparecer ao casamento dela amanhã.

Sentei em frente ao Emac do trabalho e comecei a redigir um email meloso, mas que sintetiza um pouco o pensamento tido por mim sobre bodas, amor e relações pessoais foi algo meio assim:

É assim que histórias de amor são escritas, o primeiro contato em um lugar completamente incomun, a insistência de uma das partes em conquistar a outra pessoa, o começo de tudo e as desventuras por causa da distância. O casamento não é o final feliz, é o meio da história de amor, pois daqui para frente o capítulo seguinte desta epopéia vai ser escrito por duas pessoas e haverá muito mais a contar sobre as novas experiências do que os acontecimentos até aqui. Quem dera eu poder desejar um final feliz para ti assim como é descrito no final dos contos de fadas tanto conhecidos por nós, é mais um momento alegre, pois decidiste partilhar de vez os teus planos, desejos, fustrações e a tua vida com o homem que amas e isso precisamos celebrar.

Fiquei muito emocionada ao receber um envelope pardo com a tua letra endereçado a mim e ali dentro o convite do teu casamento, lembro como se fosse hoje quando contaste que começaras a namorar o Roberto. Éramos duas adolescentes do Moderno e talvez nem imaginaríamos o quanto esta história se extenderia e seria aquele rapaz do supermercado com quem casarias.

Nunca me casei antes, mas acredito ser um desses momentos que devemos levar com delicadeza. Momentos como uma gravidez, o pôr-do-sol, declarações de amor, sessões de filmes sobre a vida e essas coisas devem ser choradas com alegria e divididas com as amigas de infância, colégio e faculdade. Deve-se levar com mais delicadeza ainda por se tratar de uma decisão de colocar o teu coração na mão de uma outra pessoa, pois é a única coisa que realmente temos a oferecer quando amamos alguém, e recebemos o coração de outra pessoa em nossas mãos e ali dizemos em alto e bom som que somos responsáveis por aquilo que cativamos.

Decidir se casar por amor e por não conseguir mais ficar longe de determinada pessoa por muito tempo é também uma resposta à altura ao deuses que há muito separaram os seres humanos de suas metades bem na origem do amor, é respota à altura pois é prova do não poder separar o inseparável.

Vais ser uma bela noiva e amanhã quando der 20h eu estarei pensando em ti e esperando ver fotos do acontecido depois.

Amo-te muito e és uma pessoa rara que merece as delícias da vida em sua totalidade, pois sempre foste verdadeira com a tua família e amigos. Saudades sempre e agora que vais te mudar de país a saudade vai aumentar ainda mais, porém amizade verdadeira que supera o tempo, divergências políticas e, principalmente, as distâncias.

Foi mais ou menos isso, talvez menos floreado, talvez mais… A idéia central é a mesma, creio eu.

 

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