Lions for Lambs

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Qual o real propósito dos estratagemas políticos armados pelos centros de inteligência nacionais? Senadores dizendo em alto e bom som que não serão candidatos à presidência deste ou daquele país, conflitos que só servem para martirizar ainda mais as populações do dito 3º mundo por conta de um imperialismo desenfreado e desumano.

Lions for Lambs acaba tocando justamente nesta ferida, de um lado um jovem senador divulgando estratégias de guerra completamente parecidas com as feitas durante a guerra do Vietnã e do outro uma jornalista começando a por em xeque a validade real do seu trabalho para uma grande rede de comunicação dos EUA. Durante a conversa entre estes dois personagens mais duas outras tramas são contadas: um professor dando conselho para um estudante e dois soldados em missão nas montanhas do Afeganistão.

Todas as 3 histórias são costuradas por um unico fato: o conflito no Afeganistão gerado após o 11 de setembro. O jovem senador Jasper Irving (Tom Cruise) convida a jornalista Janine Roth (Maryl Streep) para conversar sobre a nova estatégia dos EUA no conflito instaurado há seis anos nas terras afegãs, Arian (Derek Luke) e Ernest (Michael Peña) são dois soldados lutando nesta guerra e estão na primeira tropa a realizar o novo estratagema de Irving e Dr. Malley (Robert Redford) é um professor de política que está aconselhando o jovem Todd (Andrew Garfield) e também foi professor de Arian e Ernest.

Durante a uma hora que as conversas de Janine, Irving, Malley e Todd duram Arian e Ernest passam pelo momento mais complicado de suas vidas nas montanhas afegãs. Fora os momentos de tensão que vivem os dois soldados, o filme acaba mostrando um conflituoso debate entre democratas e republicanos, acomodados e críticos… Porém em nenhum momento os diálogos colocam o real motivo das forças estado-unidenses estarem no Afeganistão e nem ao menos os personagens mais críticos a ação do governo deste filme colocam em suas análises a tentativa desesperada de se manter o monstro EUA vivendo atualmente, em nenhum momento realmente se critica profundamente o imperialismo estado-unidense e o posicionamento policialesco que os EUA vem tomando nos últimos 20 anos minimamente.

Janine ainda consegue fazer uma crítica ao atual modo de se fazer jornalismo, mas é muito incipiente. Fala em um ou outro momento do propagandeamento feito pelos jornais das ações governamentais e até se confronta com alguns poucos conflitos, mas ainda assim é raso.

Talvez Good Night, and Good Luck tenha mais serventia na crítica política às ações dos EUA nestes últimos anos do que Lions for Lambs

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