Olá,

Faz tempo que não tiro uns minutos para te contar os últimos acontecimentos da minha vida, não iria conseguir dormir agora antes de fazê-lo. Resolvi voltar a investir na área de cinema, nunca deveria ter largado aquela vida pra tentar ser jornalista… É cada vez mais claro que não sirvo para esta vida e que preciso dum pouco mais de poesia e subjetividade rondando o meu trabalho. Ainda não tomei coragem para retomar meus contatos em Belém, mas aos poucos vou recolhendo valentia e o faço duma hora pra outra.
A PUC vai bem, na verdade sinto muita falta de te encontrar lá pelo 5º andar ou pela curva do rio… Estamos cada vez mais tentando enfrentar a reitoria da Maura e tocar as nossas lutas socialistas, sei que torces por mim, mesmo me achando uma ultra-radical de tudo… Eu sei quem é a Ana Bock agora, lembrei do congresso de Brasília do qual participaste e ela estava lá, lembrei de como eras valente e defendia tudo o que acreditavas, coisa que não consigo fazer e é meio frustrante… Mas tudo bem, o que importa não é a eloqüência da pessoa, porém o quanto quer contribuir para um mundo melhor, não?
Hoje estreiou a primeira peça em sampa da Palô, ela quem criou a trilha sonora junto com a Lívia… A peça é sobre migrantes de Minas e a nossa pequerrucha toca flauta transversal durante quase todo espetáculo. Fizeste uma falta danada e na hora que estávamos a caminho do teatro eu até fui capaz de lembra de ti brigando comigo por causa do atraso. A Palô estava mui linda, o texto é muito bonito e as sensações que ele desperta são diversas… Chorei, chorei por vê-la no palco mais uma vez, lagrimei por teres perdido essa peça, a “cidade das nuvens” e a apresentação dela no FestModerno, chore por lembrar da história da menina que deixou Minas montada num pau de arara e foi com a família para Vila Velha e de lá para o resto do Brasil… Chorei mais por não te ter ali do meu lado apreciando a nossa pequerrucha atuando, mas sei lá… Creio que devas tomar chá com a Tia Lucinha e comentar sobre todas as coisas lindas que a Palô tem escrito, devem falar das pesonagens, dos tons e de como ela é maravilhosa sob o aspecto das letras.
Ah! Passei pela Santa Casa dia desses também, lembrei de quando contaste que a Tia Dió ficou internada ali e tu ias todos os dias visitá-la… Sinceramente, no fundo, bem no fundo mesmo! Gostaria de acreditar de que reencontraste todas as tuas pessoas amadas que perdeste ao longo da tua história, mas é sobrenatural demais pra mim acreditar nessas coisas, é muito fantasioso… Me conforta mais saber que perpetuas nas nossas ações, nos ollhos e canções.
No mais fico por aqui, morro de saudades e sei que foi melhor assim…
Eu sempre vou te amar,

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