E a garota dança

Colocou na vitrola o vinil empoeirado, ouvia muitos vinis, mas aquele não queria ouvir e sim tocá-lo para ter música boa de dançar. Havia tempo que não colocava um vinil só por querer dançar, talvez nem lembrasse a última vez ou ão quisesse se esforçar para a memória voltar.
Começou a balançar o corpo desengonçadamente, não parecia aquela pessoa que sempre tentava dançar o mais sexy possível, jogava os braços para todos os lados sem se importar com os vasos chineses e amassava os tapetes persas com a ponta dos pés calejados.
Não parecia em nada uma tarde de semana conturbada, estava mais para um domingo familiar cheio de música e corpos tentando alcançar o céu por mera brincadeira de ritmo. Dançou… Dançou… Dançou… Até que aconteceu o clichê dos filmes com danças, a perna ficou fraca e estrebuchou o corpo no chão, a vitrola parou de tocar e o teto receado de estrelas prontas para serem tocadas se transformou numa laje branca, sozinha e fria. É… no final de tuo lá estavam pernas e braços esticados no chão frio de granito olhando o nada do teto, da vida, dos pseudo-sonhos…
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imagem retirada de:www.ftw-design.com/

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