Viradas de viradas

Todo lado tem seu lado
Eu sou o meu próprio lado
E posso viver ao lado
Do seu lado, que era meu…
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Sempre brincara debaixo da árvore de jambo, cupuaçu ou castanha. Não se importava em usar sapatos para proteger o pé dos espinheiros ou do coco de cachorro, pra que? Era tão melhor sentir a grama e terra junto a sola do pé, os raminhos verdes entre os dedos… Aquelas tardes podiam nunca se acabar de tão bom que era.
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Gostava de jogar futebol no campinho junto com o amigos, mesmo tendo uma professora proibindo que ela estivesse no time dos meninos, as vezes plantava mudinhas de árvores só para sentir que podia dar vida a algo. Tudo era uma imensa brincadeira sempre, mesmo depois de grande tudo tinha a aparência de uma grande peça de teatro sem fim programado.
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Um dia veio o baque, a saudade e a indecisão sem saber o que poderia ser feito. Encarava de frente pela primeira vez as tais responsabilidades. Tinha saudades enormes do tempo de criança e do colo perdido, mas percebeu que era apenas mais um ato, uma virada da virada… Uma passagem onde um dos personagens principais se perdia, mas outros eram encontrados. A brincadeira não tinha mais esse nome, mas continuava com o mesmo gostinho doce-amargo de um bombom de cupuaçu.
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Imagem tirada de: http://iguinho.ig.com.br/maluquinho/images/maluquinho_home.gif

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