“E fiquei só eu pensando em ti… E fiquei só eu pensando, pensando…”

Pensar, três milhões de pensamentos, de possibilidades e nada concreto…

Uma sede enorme de querer tudo, mas ao mesmo tudo de que este tudo pertube o pouco que resta. A agonia, agustia, alta velocidade de atividade neural; tudo junto em um belo curto-circuito de idéias, vidas e sentimentos. As pessoas passando e derrubando o resto de cérebro que existe na gente, as tentativas de tocar o inexistente e quando percebemos só resta um quarto escuro com uma pequena luza por onde três vezes ao dia surge um prato de comida…

Milagre, papa e colher.

Entre todos os pensamentos, articulações, cogitações e pretensões tudo é sanado pelo milagre pseudo-divino da papa que por aquela luz é entregue, não existe mais um homem ou mulher, só o corpo com pensamentos que não se realizam… Há apenas potencialidades, nada concreto, como se tudo fosse grande sonho… Brincadeira de criança que não acaba mais e perdura além do tal infinito. Poesia pra que? Tenho as palavras desconexas travando batalhas eternas e construindo trilhões de mundos dentro da minha caixa craniana; é só ficar alí para sempre, sempre brincar de pensar e esquecer que há o lá fora.

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