Almost famous

As vezes somos o que não somos; nos perdemos entre vontades, aceitações e mudanças de personalidades… Só para poder ter um pouquinho de felicidade, mas as vezes descobrimos que as coisas realmente importantes se foram ou talvez nunca existiram.

Tudo construção do passado, o futuro sonhado só serviu para planejar malmente um passado decadente, algumas histórias importantes, farras homéricas… Mas tudo só fica no passado, na lembrança e há pessoas que nem na lembrança ficam; são apagadas feito conta errada na prova de matemática.

Descartável, assim como os copos de isopor usados pra beber cerveja ou as camisinhas cheias de esperma jogadas em um lixo qualquer, posto num pedestal por ter feito nada… Substimado sempre, nunca ouvido… Nem o grito de socorro, muito menos o pedido choroso de ajuda. Todos jogando com o nada da fumaça do cigarro, com o gosto do amanhã que teima em não chegar e o grito que não sai ou a lágrima que corre sileciosamente.

Em busca da felicidade… A imoral felicidade, pois moral são noitadas em puteiros na periferia das grandes cidades, nos porões dos bares! Não se pode ser feliz normalmente, há de ser “cool” de alguma forma, vestir sainhas e meiões listrados ou então falar eloqüentemente na frente de dezenas de pessoas sobre “Qualidade de formação” ou “Democratização da comunicação”… Não se pode nunca ser do jeito que é, médio, tímido…

Não se pode tentar ser legal com as pessoas, nem mostrar que não sabe porra nenhuma do que se fala… As pessoas acabam se importando só com aqueles que sabem tudo e nós que nada sabemos nos fodemos, foda atrás de foda… Pois os iluminados decidem o que querem junto com um punhado de outros iluminados.

Só resta o choro inconsolável, a solidão e a percepção de que está tudo errado… Mesmo não sabendo falar na frente de dezenas de pessoas há o que se falar, opiniões são concebidas… Mas não se pode conceber nada sozinho, é um erro! Sempre tem que estar ligado a algum grupinho, correntes, linhas…

As panelinhas começam a sufocar todas as idéias e você só é foda se jogares bilhar com o jornalista-pseudometaleiro ou saber falar na frente de uma plenária como um revolucionário seguidor desta ou daquela linha ou partido… Seguem este modelo por ser o caminho mais fácil para ser aceito e quando nos percebemos fazemos as mesmas críticas babacas que nos eram feitas quando tentávamos nos adaptar.

Pra que querer isso? Ser a jornalistazinha-descolada ou a militante-eloqüente… Só se encontra em cima da cama três pessoas que nem sabem que são, sabem que estão tristes, perdidas… Mas sem os verdadeiros parceiros que as farão resistir e montar um passado menos vazio e mais real para os projetos do hoje…

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