O Poeta… Ou Não.

Era o medo de esquecer tudo e todos, pavor de não lembrar a cor da luva dela naquele dia ensolarado de inverno. A grandiosidade de qualquer momento era ínfima quando pensava nos detalhes, só sabia viver assim… Detalhando tudo e todos, lembrando cores e semblantes e para recordar de tudo associava os acontecimentos a coisas abstratas, começava por coisas do tipo: Alva como a neve, rubros como uma romã… E seguia para milhões de outras metáforas…

Um poeta e mal sabia disso, não gostava de escrever, para ele as palavras deviam voar ao ser ditas e só sobreviveriam aquelas realmente importantes, se as escrevesse estaria eternizando um monte de baboseiras melosas… melódicas.

Nas tardes de outono se contentava em parar e fitar as estrelas, algumas vezes acompanhado de um bom vinho, outras vezes a ebriedade brotava do sangue e não era preciso das uvas. Não podia voar, mas sonhava, também decidirá que não seria igual aos outros que se jogavam aos pés das moças da corte… Ah! Ele queria o carnal real, apesar dos detalhes, sonhos e outras abstrações diversas; o passional era o mais almejado, o momento de realidade e desfrute de prazer e isso… isso ele conseguia pelas zonas.

Oposição personificada era isso que ele era na verdade. Como as lembranças, detalhes e palavras proferidas passou feito relâmpago, foi tão rápido quanto um átimo e não mais a terra viu palavras voarem.

Responder a O Poeta… Ou Não.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s