BiDê Brasil

Janeiro 31, 2009

59 anos, 24 anos, 3º ano, 2º ano e quase 38 semanas

Arquivado em: Blá Blá Blá, Manga City — Luka @ 11:28 am

Caminhamos hoje através de cores que um dia habitaram as minhas entranhas, nossas entranhas. Rostos felizes, mas com histórias diversas por de trás dos sorrisos e gargalhadas. Todos com um segredo, algo tão secretinho que não poderia ser revelado de uma hora para outra ou para todos.

Uma roda de amigos, uma festa de comparsas, lágrimas de confidentes e é ali que os medos se desvelam mesmo não revelados. Entre The Smiths e AC/DC só sabemos que nossas experiências estão ali sendo denudas para todos e para nós mesmos…

Daqueles que ficam para o nascer-do-sol sobram os olhos de quem podemos contar, mesmo no silêncio e nas meias palavras. As incertezas, os medos… Tudo está ali entre todos e ninguém.

Se eu pudesse curaria todas as dores, os medos e os calares. Ficariam apenas as esperanças e as possibilidades.

Dezembro 20, 2008

Tradicional

Arquivado em: Blá Blá Blá, Garoa City, Manga City — Luka @ 12:23 am

Após um bom tempo, e bota tempo nisso, finalmente o retorno da minha tradição favorita: almoços de sábado!

Agosto 15, 2008

A chegada

Arquivado em: Manga City — Luka @ 10:59 pm

Pela janelinha da aeronave já se anunciava bom tempo, depois do festival de nuvens branquíssimas e de formas e consistência apenas vistas por estes céus veio a enxurrada de borboletas amarelas, as mesmas que me deixavam sonhar há 4 anos com bailes e rosas cheirando a grama molhada.

Trivialidades do fundinho do baú, sentimento de colo, vontade de compartilhar tudo duma vez só… Vai ser bom esse tempo aqui.

Agosto 11, 2008

Mais uma volta

Arquivado em: Blá Blá Blá, Brainstorm, Manga City — Luka @ 12:05 pm

Os pés afundando na areia molhada, o sol fazendo shhhhh ao se por na água, o tchibum da molecada nas águas do rio, o azul mais azul que nunca e as lembranças de criança batendo á porta. Mesmo contra a vontade bate um alentozinho de estar voltando, poder sentir o cheiro de casa de vó uma vez mais e sentir os pingos grandes e mornos de chuva estalarem pelo corpo.

Não é só rever os espaços, pessoas e reviver alegrias. É reencontrar a si mesmo, procurar a alma ali perdida e por um naco de tempo agarrá-la como se nada fosse terminar e levar essa sensação de eternidade para o outro lado, para o resto do ano.

Após isso só contar os meses e dias para retornar e se acalentar um pouco no colo da boiúna mais uma vez.

Julho 7, 2008

Lembro de Veneza

Arquivado em: Blá Blá Blá, Manga City, Sonora — Luka @ 3:50 pm

Em momentos de tédio nos resta boa música, bons livros, uma sala com piso amarelo mal-pintado, 3 emacs carroças, uma Ricoh e uma musiquinha que lembra tempos modernos…

Ah! O horizonte que me espera, lugar que me aguarda o tempo esmagador…

Constatações

Arquivado em: Blá Blá Blá, Brainstorm, Garoa City, Manga City — Luka @ 12:04 am

Dia desses deu um supetão na cabeça e percebi que algumas coisas tu aprendes com o decorrer dos anos, porres memoráveis com os amigos e amigas e quebradas de cara periódicas… Entre as coisas aprendíveis estão as seguintes:

- O príncipe encantado sempre vai cometer o mesmo erro que te magoou profundamente uma vez;

- Torta de limão é muito melhor do que chocolate;

- Bandas Indie não duram pra sempre;

- Sair sozinha para se divertir é sempre uma boa pedida;

- Emesene ajuda a manter uma boa relação com algumas pessoas importantes;

- Mudar a cor do cabelo de seis e seis meses é muito maneiro;

- A vida pode ser sim um filme;

- As pessoas não duram pra sempre;

- O céu muda de cor constantemente;

- Se apaixonar não é uma opção;

- Valores burgueses como família e casamento se esfacelam com a decadência do príncipe encantado;

- Aquela pessoa que achaste ser diferente do resto é tão calhorda quanto o príncipe encantado;

- Ternura deve ser distribuída entre aquele bocado de amigos e amigas que estão ombro a ombro contigo;

- Suco de limão é a coisa mais refrescante do mundo;

- Lembrar das bebedeiras é sempre muito mais engraçado do que a bebedeira em si;

- Construir o socialismo é tarefa dura;

- O tempo da faculdade é tão gostoso quanto o do colégio;

- Viver numa queda livre sentindo o vento entre os cabelos é a melhor coisa do mundo;

- Dançar no meio da rua não é tão esquisito assim;

- John Cusack e Russell Crowe são lindos, mas vivem em outra realidade que não a sua;

- Que viver longe das sobrinhas tortas e das mães delas é dolorido;

- Um tela nunca substitui uma boa conversa de bar;

- Terminar relacionamentos via mensagem de celular é a coisa mais infantilóide do mundo;

- Dançar feito louca faz bem pra alma;

- Aprontar vez ou outra faz bem pra pele;

- Tomar banho de rio ajuda a criar músculos resistentes;

- Pompoar é uma técnica complicada para sedentários

Julho 3, 2008

Suzana Flag…

Arquivado em: Blá Blá Blá, Manga City, Sonora — Luka @ 12:04 pm

Eu queria te falar dos meus planos

Dos lugares que pensei te mostrar

Mas só escuto o telefone chamando

E eu estranho não te ver de manhã

Dias adolescentes pululantes e felizes fazem falta… Crescer é um saco!

Maio 23, 2008

4 anos de invisíveis prazeres cotidianos

Arquivado em: Blá Blá Blá, Brainstorm, Manga City — Luka @ 5:29 pm

Acorda, pega um pão para devorar e depois liga a televisão esperando aparecer algum seriado bonitinho da Sony ou Warner e me deparo com um rosto familiar, falando umas palavras que há muito eu não ouvia. A televisão estava sintonizando no Canal Brasil e por coincidência exibia as jovens carinhas de um punhado de amigos.

Alguns não mudaram quase nada, Pedrox está com a cara peluda, mas ainda atacado por uma febre chamada Payssandu e esta ele fez questão de passar para mim. Raffa continua com aquela deliciosa carinha de menino e agora é um tio super-coruja de primeira qualidade. Nailana transmutou-se em Thica e é a mãe da minha primeira florzinha. Yuri virou um super-star paraense. Bekinha… Não sei o que se deu dela. Eu fiz as malas e coloquei o pé no mundo.

De mangas kamikaze planejando seus ataques aos paroaras da capital à análise sobre a provável evolução dos belemenses, cada momento das cenas do documentário me lembravam uma história que não havia sido filmada. Os bastidores da reive que aparece durante a fita, a cara de o-que-estou-fazendo-aqui do Yuri no aeroclube de Belém, eu dançando na hora em que a Jorane mandava, a escapulida que demos num dos dias de gravação para Moscow Beach e a formação da famiglia IPC.

Nestes 4 anos alguns acabaram se afastando, eu sou claramente uma das pessoas que se afastou e mudou um thiquito com este afastamento… Boa época aquela, boas histórias, boas aventuras…

Março 18, 2008

Sobre batalhas e mangas

Arquivado em: Brainstorm, Manga City — Luka @ 1:04 pm

É começo de novembro, as mangueiras da avenida Presidente Vargas estão carregadas de frutos verdes com o interior amarelo feito canário e a cena mais vista pela cidade são grupos de meninos e meninas jogando pedrinhas enroladas em linhas nos galhos das mangueiras para colher os frutos maduros que ainda não caíram do pé.

O santo açaí com farinha ou açúcar da sobremesa é substituído pelo verde-amarelo da manga e até aqueles que nem são grandes fãs da fruta são tomados por uma vontade enorme de devorar cada fiapo cor de gema.

A cidade se enche com os tipos diferentes de manga, é gente carregando a frutinha enrolada em papel jornal por tudo que é canto de Belém. Não por isso a cidade ganhou o apelido de “Cidade das Mangueiras”, ou, como carinhosamente seus habitantes a chamam, “Mangueirosa”. As pessoas entram nos cemitérios atrás das chamadas mangas bucetas, ou então são alvejadas pelos mísseis que se descolam naturalmente dos galhos das árvores.

Os meses do segundo semestre em Belém são verdadeiras praças de guerra, capôs e pára-brisas de carros são alvos constantes destas bombas suculentas. A violência das investidas das mangueiras é tanta que desperta o lado irracional dos habitantes da “Mangueirosa”, os moradores da cidade mostram quem manda no pedaço e a arma escolhida por eles é o ato de devorar sem dó nem piedade as tenras mangas até o último fiapinho. Deixando transparecer em seus lábios e bochechas aquele melado gostoso adquirido após arrancarem com os dentes a fina casca da fruta e se deleitarem com seu interior macio.

A guerra iniciada não se dá apenas entre os humanos e as dicotiledôneas, na verdade este acontecimento traz à tona um outro conflito muito mais importante! É a época em que motoristas, ciclistas e passantes em geral se unem contra um inimigo comum: os flanelinhas. Seja em qual bairro for, a batalha campal para ver quem consegue pegar primeiro cada manga caída do pé é travada com o ardor de um Re x Pa.

A cada episódio manguístico se inicia um novo entrave e o final já é conhecido por todos. Motoristas podem tentar se desfazer do cinto de segurança o mais rápido possível, ciclistas aceleram o pedalar na tentativa de serem mais velozes e os passantes comuns começam uma corrida desenfreada, todos na tentativa de pegar o iniciador de toda essa guerra, o troféu maior da disputa! Porém, por algum motivo divino o flanelinhas sempre conseguem chegar para catar as mangas caídas no chão da “Mangueirosa” antes que qualquer outro ser vivo, acirrando assim cada vez mais a rivalidade criada pelos ataques sistemáticos das mangueiras.

Fevereiro 8, 2008

Trilha de Bares

Arquivado em: Blá Blá Blá, Manga City — Luka @ 9:06 am

Pode parecer altamente estranho, mas em Belém a maioria dos bares hiper freqüentados pelos paroaras possuem a mesma música marcante: Have you ever seen the rain, ou, a música de todos os bares de Manga City.

Creedence Clearwater levando legião de pessoas a loucura nas quentes noites da Mangueirosa…

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