BiDê Brasil

Setembro 26, 2009

28 de setembro: 18 horas de mobilização nacional das mulheres pela legalização do aborto

Arquivado em: Blá Blá Blá, Garoa City, Política — Luka @ 9:03 pm

O dia 28 de setembro é o Dia Latino Americano de Luta das Mulheres pela Legalização do Aborto. No Brasil, em muitas cidades haverá atos e manifestações
contra a criminalização das mulheres, que vem se ampliando no país – por meio de ações policiais e de propaganda misógina -,  e pela legalização do aborto.

Todas distribuirão o manifesto nacional, elaborado por uma frente de organizações de mulheres que vem tendo mais adesões a cada dia:

Frente pelo fim da criminalização das mulheres e pela Legalização do Aborto!

Na maioria das capitais brasileiras haverá alguma manifestação das mulheres, a começar de atos para adesão oficial à Frente Nacional, como os que acontecerão em Salvador e em Belém. Panfletagens, intervenções artísticas, vigílias, atos e passeatas estão previstos em várias capitais, em todas as regiões do território nacional.

Em diversos estados as atividades não se limitam ao dia 28. Debates, oficinas, ações mais ligadas à (in)formação sobre o tema acontecerão em dias anteriores e posteriores ao dia de luta latino americana.

Em São Paulo, organizações feministas e movimentos sociais se reúnem das 15h às 19h na Praça da Sé, onde acontecerá um ato com panfletagem do manifesto e diversas intervenções urbanas, como performances e apresentações cênicas .

No Brasil, centenas de mulheres estão sendo perseguidas, humilhadas e condenadas por recorrerem à prática do aborto. A ultrapassada legislação brasileira, de 1940, criminaliza a mulher e quem a ajuda a interromper uma gravidez indesejada. Essa criminalização condena as mulheres a praticarem o aborto de forma clandestina, resultando em riscos altíssimos para suas vidas, sua saúde física e psíquica, além de não contribuir para a redução de um grave problema de saúde pública. As mulheres pobres, negras e jovens, do campo e da periferia das cidades, são as que mais sofrem, pois quem tem como pagar, acaba encontrando um médico disposto a fazer. As filhas da elite podem ir ao exterior e fazer aborto legalmente.

Para denunciar esta situação e lutar por mudanças na legislação brasileira, foi criada a Frente Nacional pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. Na próxima segunda-feira, 28 de setembro, dia latino-americano de luta em torno desta bandeira, organizações feministas, movimentos populares e entidades da sociedade civil realizarão manifestações públicas em todo o país.

Na avaliação das organizações que integram a Frente Nacional, a criminalização das mulheres é mais uma expressão do contexto reacionário, criado e sustentado pelo patriarcado capitalista globalizado em associação com setores religiosos fundamentalistas. “Querem retirar direitos conquistados e manter o controle sobre as pessoas, especialmente sobre os corpos e a sexualidade das mulheres. Ao contrário da prisão e condenação das mulheres, o que necessitamos e queremos é uma política integral de saúde sexual e reprodutiva que contemple todas as condições para uma prática sexual segura. A maternidade deve ser uma decisão livre e desejada e não uma obrigação das mulheres. Deve ser compreendida como função social e, portanto, o Estado deve prover todas as condições para que as mulheres decidam soberanamente se querem ou não ser mães, e quando querem”, diz um trecho do manifesto do movimento.

Desde o final da década de 90, a estratégia de setores ultraconservadores e religiosos tem sido o “estouro” de clínicas que fazem aborto. O resultado de tal prática é que, em diferentes estados, os Ministérios Públicos, em vez de garantiram a proteção das cidadãs, têm levado a cabo investigações contra as mulheres, levando muitas delas a responderem pela prática na Justiça. Em Mato Grosso do Sul, cerca de 2.000 mulheres estão ameaçadas de indiciamento. Muitas já foram processadas e condenadas a realizarem trabalhos em creches, cuidando de bebês, num flagrante ato de violência psicológica. Às ações do Judiciário somam-se os maus tratos e humilhação que as mulheres sofrem em hospitais quando, em processo de abortamento, procuram atendimento. No Congresso Nacional, tramitam diversos projetos de lei que  criminalizam cada vez mais apenas as mulheres.

“Nenhuma mulher deve ser impedida de ser mãe. E nenhuma mulher pode ser obrigada a ser mãe. Defendemos a democracia e o principio constitucional do Estado laico, que deve atender a todas e todos, sem se pautar por influências religiosas e com base nos critérios da universalidade do atendimento da saúde”, afirma a Frente.

PROGRAMAÇÃO DA FRENTE NACIONAL PELOS ESTADOS

28 de setembro

AP -  MACAPÁ

Ação com exposição de faixas da Frente e distribuição de materiais em locais de movimentação e sinais, avenida Fab, com recolhimentos de assinaturas.

(Domingo anterior, dia 27, panfletagem e esclarecimentos o dia todo no bairro Nova Esperança)

BA – SALVADOR

19h: Lançamento da Frente Nacional na Bahia

Câmara Municipal de Salvador

CE – FORTALEZA

12h30 : panfletagem com manifesto e cordel em três fábricas com maioria de funcionárias mulher.

DF – BRASÍLIA

12h – 14h: Panfletagem na frente do Shopping Pateo Brasil (W3 Sul)

16h – 17h30: Oficina de cartazes e camisetas – Praça da República

17h30 – 19h: Faixas nos sinais da rodoviária (Eixo Monumental)

19h – 20h: Batucada pela Rodoviária

20h30: Vigília na Praça da República

PA – BELÉM

15h – 17h: Triálogos Feministas: As mulheres decidem, a sociedade respeita, o Estado garante FASE – Av. Bernal do Couto esq. Alcindo Cacela

17h – 18h: Lançamento da Frente no Estado do Pará

(Domingo, 27, haverá ato na Praça da República, às 9h)

PB – JOÃO PESSOA

15h : Ato político, com panfletagem, performance poética/musical

Parque Solon de Lucena

PE -  RECIFE

9h : Ato de adesão à Frente / Performances, intervenções e manifesto.

Rua Sete de Setembro

Apresentações das “Loucas da Pedra Lilás”:

15h : ato em Camaragibe

16h: ato na CUT

19h: ato do Fórum LGBTT

RJ – RIO DE JANEIRO

11h: Panfletagem com intervenções urbanas

Vale do Carioca

(dia 6 de outubro haverá um debate)

RN -  NATAL

11h00: Ação Direta e Panfletagem no cruzamento do CEFET

19h00: Exposição ”Aborto: o direito à vida deve também ser o direito de viver?”

Local: FARN:  Av. Salgado Filho, por trás da Escola Doméstica

(A programação da Frente em Natal estende-se até o dia 1º de outubro)

SP – SÃO PAULO

15h : Ato público, com panfletagens, intervenções urbanas, cênicas

Praça da Sé

Maio 4, 2009

Vinheta 50 números de Jornal Contraponto

Arquivado em: Audiovisualidades, CP, Garoa City, Portfólio, Sonora — Luka @ 12:53 pm

Abril 14, 2009

O Prólogo

Arquivado em: Brainstorm, Garoa City, Maternando — Luka @ 9:00 pm

Minha mãe morreu em setembro de 2006, ela vivia me dizendo o quão boa mãe eu seria e que queria ver os netos e netas dela crescerem. Infelizmente ela não pode passar comigo os momentos que aqui estarão descritos, isso fisicamente, pois senti ela do meu lado em cada ocasião que se relacione a alguma das minhas gestações.

Após a morte da minha mãe sentia uma vontade ainda maior de ser mãe, provavelmente por querer substituir aquele sentimento de medo e solidão que abarcou a minha vida. Acabei engravidando quase um ano depois da morte dela, mas àquela época resolvi interromper a gravidez, lembro de quando fiz o teste de farmácia e deu positivo… Na hora liguei para Curitiba e contei pra minha melhor amiga, era uma mistura de desespero, felicidade e uma grande dúvida sobre o que fazer.

Decidi por tirar, ia fazer um ano que minha mãe tinha morrido, minhas fichas estavam caindo, o clima em casa não era nenhum pouco bom e mesmo querendo muito ter um bebê não me sentia capaz de gestar saudavelmente uma criança naquele momento. Avisei pra minha amiga que veio de Curitiba para ficar comigo e acompanhar todo procedimento, acordei após da anestesia e a única coisa que conseguia fazer era chorar, doeu muito e eu passei o resto daquele ano chorando por conta dessa decisão.

Agora tenho certeza de que era a melhor opção mesmo, a gravidez da Rosa me fez elaborar bastante o meu aborto e há apenas uma coisa da qual me arrependo: A de só ter contado que estava grávida para a pessoa com quem estava à época depois do procedimento ter sido feito, devíamos ter decidido juntos por respeito ao que vivemos e pelo fato deu amá-lo muito até hoje… Ele tinha todo o direito de saber e opinar.

Nessa minha viagem de 39 semanas e 4 dias descobri que há tons de cinza e escolher é só o príncipio de alguém que pretende ser mãe. Em um país que não é dado o direito de escolher ser mãe ou não e que a parturiente tem tirado de suas mãos o protagonismo que é parir, buscar informação e ter certeza de suas escolhas seja quais forem e lutar por elas.

Janeiro 26, 2009

Momento cilada do final de semana

Arquivado em: Amigáveis, Blá Blá Blá, Garoa City — Luka @ 11:58 am

Guga esquecendo completamente onde deixara o carro estacionado… Esta vai pros anais dos “Anos Dourados da Universidade”

Dezembro 20, 2008

Tradicional

Arquivado em: Blá Blá Blá, Garoa City, Manga City — Luka @ 12:23 am

Após um bom tempo, e bota tempo nisso, finalmente o retorno da minha tradição favorita: almoços de sábado!

Setembro 9, 2008

O Ímpar Perfeito

Arquivado em: Blá Blá Blá, Garoa City, Sonora — Luka @ 4:42 pm

Dois anos de Ribeirão Preto, dois anos de Dancers Hall Crashers na estrada, dois anos de hermaníces-simbióticas-mór, dois anos de unificação wonkavisionica… Dois anos se reapaixonando por gustop, roupas espremidas no metrô, comidas estranhas em restaurantes escondidos, visitas à Terra do Nunca, confissões escritas em chats intermináveis… Dois anos de trivialidades necessárias para a vida, ou não… Dois anos de Cyba, B, Fiu, LaraMal, Capethá, Palô e Bia dando risadas em Ribs… Dois anos passam tão rápido…

Diz que eu sou incapaz
Inconfiável e confuso
Cruel e mordaz
Sem ambição, obtuso

Diz que eu não passo
de um borra-botas
sem ter nem onde me enterrar
Me julga pelos sapatos
Me beija apesar dos fatos

Deve ser porque
Quando ninguém vê
Mesmo sem querer
Eu sou perfeito pra você
Deve ser porque
Não presto, pode ver
Quase sem querer
Eu sou o ímpar perfeito pra você

Diz que eu sou mau
Imedicável, imaturo
Ardil e anormal
Profano, vil e obscuro

Diz que eu não passo
de um topa-todas
que não chega a nenhum lugar
Despreza o meu pouco estudo
Me beija apesar de tudo

Deve ser porque
Quando ninguém vê
Mesmo sem querer
Eu sou perfeito pra você
Deve ser porque
Não presto, pode ver
Quase sem querer
Eu sou o ímpar perfeito pra você

Julho 8, 2008

This will be

Arquivado em: Audiovisualidades, Blá Blá Blá, Garoa City, Sonora — Luka @ 12:02 pm

Apesar dos pesares:

You’ve brought a lot of sunshine into my life
You’ve filled me with happiness I never knew
You gave me more joy than I ever dreamed of
And no one, no one can take the place of you

Julho 7, 2008

Constatações

Arquivado em: Blá Blá Blá, Brainstorm, Garoa City, Manga City — Luka @ 12:04 am

Dia desses deu um supetão na cabeça e percebi que algumas coisas tu aprendes com o decorrer dos anos, porres memoráveis com os amigos e amigas e quebradas de cara periódicas… Entre as coisas aprendíveis estão as seguintes:

- O príncipe encantado sempre vai cometer o mesmo erro que te magoou profundamente uma vez;

- Torta de limão é muito melhor do que chocolate;

- Bandas Indie não duram pra sempre;

- Sair sozinha para se divertir é sempre uma boa pedida;

- Emesene ajuda a manter uma boa relação com algumas pessoas importantes;

- Mudar a cor do cabelo de seis e seis meses é muito maneiro;

- A vida pode ser sim um filme;

- As pessoas não duram pra sempre;

- O céu muda de cor constantemente;

- Se apaixonar não é uma opção;

- Valores burgueses como família e casamento se esfacelam com a decadência do príncipe encantado;

- Aquela pessoa que achaste ser diferente do resto é tão calhorda quanto o príncipe encantado;

- Ternura deve ser distribuída entre aquele bocado de amigos e amigas que estão ombro a ombro contigo;

- Suco de limão é a coisa mais refrescante do mundo;

- Lembrar das bebedeiras é sempre muito mais engraçado do que a bebedeira em si;

- Construir o socialismo é tarefa dura;

- O tempo da faculdade é tão gostoso quanto o do colégio;

- Viver numa queda livre sentindo o vento entre os cabelos é a melhor coisa do mundo;

- Dançar no meio da rua não é tão esquisito assim;

- John Cusack e Russell Crowe são lindos, mas vivem em outra realidade que não a sua;

- Que viver longe das sobrinhas tortas e das mães delas é dolorido;

- Um tela nunca substitui uma boa conversa de bar;

- Terminar relacionamentos via mensagem de celular é a coisa mais infantilóide do mundo;

- Dançar feito louca faz bem pra alma;

- Aprontar vez ou outra faz bem pra pele;

- Tomar banho de rio ajuda a criar músculos resistentes;

- Pompoar é uma técnica complicada para sedentários

Junho 17, 2008

Trivialidades de uma rotina

Arquivado em: Blá Blá Blá, Garoa City — Luka @ 12:53 pm

Mesmo tendo quilos de fitas Mini DV para minutar, ajeitar o bruto e editar para o Sintunifesp (Sindicato de Trabalhadores da Unifesp) a menininha volutarista resolveu importar seus arquivos de email para uma versão mais atual do Outlook. Só para ter dor de cabeça também, entre uma ruptura com a CUT e uma briga insistente com os servidores SMTP do yahoo e gmail ainda é necessário arranjar tempo pra comer e ir ao trabalho resolver vídeos nos Emacs carroças que temos lá pela PUC/SP.

Daqui a pouco as fitas começam a embaralhar, o outlook resolve não receber emails ao invés de só não querer enviá-los e os Emacs do trampo explodem nas caras dos pobres estágiarios…

Oh! Vida! Oh! Céus!

Junho 10, 2008

Os processos se interligam

Arquivado em: Brainstorm, Garoa City, Política — Luka @ 11:20 pm

É bem complicado escrever um comentário sobre o segundo capítulo do livro Pensando contra os fato, primeiro pelo fato de ser muito mais fácil para mim falar sobre as questões abordadas tanto em sala de aula e segundo pelo fato de não ter me saído muito bem nos parcos comentários que fiz para esta disciplina no último ano e meio.

A discussão sucitada pelo livro de Sylvia Moretzohn problematiza o como a prática jornalística vem se desenvolvendo e dá ferramentas para a desconstrução da naturalização dos fatos, sem a presença de uma criticidade na prática jornalística. Cada vez mais o jornalista é colocado em uma posição complicada de aferir a notícia da maneira mais rápida e nem sempre esta é a maneira mais informativa e contextualizada possível.

Não podemos esquecer que o jornalismo entrou de cabeça na etapa neoliberal do capitalismo, as redações substituíram as barulhentas máquinas de escrever por computadores equipados com cronômetros e contadores de caracteres, numa comparação um pouco mais livre ao filme de Charles Chaplin “Tempos Modernos”. Querendo ou não o jornal, seja impresso, TV, rádio e internet realmente assumiram a face de negócio, onde o que vale é o furo, a notícia rápida e até mesmo uma divisão setorizada das informações que não proporciona ao senso-comum fazer a ligação entre as diversas matérias ali divulgadas.

Posso me remeter ao depoimento que Paul Virilio deu a João Moreira Salles no documentário, no qual ele pondera sobre a relação da velocidade e a relação que vamos desenvolvendo com a sociedade, no caso de Virilio ele faz esta análise discutindo a assepsia que desenvolvemos ao mediar a nossa relação com o mundo por meio de uma janela, mas transpondo para a realidade do jornalismo nos deparamos com uma série de profissionais se relacionando com as fontes, matérias e apurações através da mediação de uma tela. O imediatismo e a velocidade inerentes a derrocada neoliberal do capital influenciaram diretamente na relação do jornalista e sua práxis, cada vez o ambiente de uma redação, seja qual mídia for, é mais asséptica, mediada pela tela do computador, pelos grandes servidores da Internet, que como Eugênio Trivinho bem colocou em um debate da Semana de Jornalismo da PUC/SP a questão do cyber-espaço já estar monopolizado e as possibilidades ali colocadas já são consentimentos do capital assim como o que existe na realidade fora do virtual.

Acredito que isso seja outra discussão, não menos importante, mas me remeto a Trivinho por considerar equivocado analisarmos a prática jornalística existente hoje, em sua maioria super dependente do capital e que também segue um claro modelo importado dos EUA (Jornal, TV e Rádio), sem contextualizá-la na realidade social em que vivemos. O imediatismo e a velocidade são características da nossa sociedade. Os filmes, a relação com a distância e a velocidade da informação são altas a ponto de não sucitarem nenhum questionamento da real necessidade deste imediatismo e velocidade.

Assim como há dificuldade para o senso-comum entender a ligação entre as matérias de economia, política e cidades do jeito que elas estão dispostas nos meios de comunicação e na concisão de uma informação que apenas joga dados sem contextualizar e fazer relação de como estes dados e informação super objetivada causam impacto na vida cotidiana.

Pensando por este eixo o que encontramos hoje é reflexo de como a própria sociedade vem se comportando com as inovações tecnológicas e a demanda de mercado imposta pelo neoliberalismo. Se ao analisarmos a sociedade nos deparamos com o impasse de décadas de socialismo o barbárie a práxis jornalística também, mas com algo a mais da formulação binária. Pois as próprias publicações que hoje pautam uma necessidade de mudança de projeto de sociedade seguem a lógica de formato e estética que impera na grade mídia.

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