
Passeta dos 100 mil no Rio de Janeiro em 1968
Há anos não me empolgo com uma candidatura ou com a disputa eleitoral em si, mesmo com alguns aninhos de militância política o Governo Lula e o PT me fizeram desacreditar na ferramenta eleitoral, mas felizmente não na transformação social e na luta por uma nova sociedade.
Hoje, após algumas semanas do término do II Congresso do PSoL, uma pré-candidatura me empolga novamente com o processo eleitoral, não me fez re-acreditar nesta ferramenta como a prioridade para se ter a transformação social, mas acende uma luz de qual deve ser a postura dos socialistas revolucionários frente ao período eleitoral… Apresentar um projeto socialista para o país, colocar na pauta a necessidade de construir um programa de ruptura que não galgue os trôpegos passos de Lula e do PT.
A pré-candidatura de Plínio de Arruda Sampaio à presidência pelo PSoL me deixa tão empolgada quanto a candidatura à prefeito de Edmilson Rodrigues, em 1996, de Belém. Acende aquela euforiazinha de quando ouvi o então candidato do PT falar que o povo cabano ia para a luta, eu acredito piamente que o seu Plínio pode fazer uma campanha que fale para o povo ir lutar e se organizar frente as barbaridades com as quais nos deparamos dia-a-dia por aí.
Sim, acredito que Plínio de Arruda Sampaio pode dizer ao povo cabano, malê e farroupilho que eles não desistem na luta e vão para a rua mostrar a sua força, acredito que ele tem como dizer para as mulheres, negros, ameríndios, campesinos, homossexuais, trabalhadores e muitas outras pessoas que a opressão sofrida por eles é a opressão de um sistema cruel, de uma classe sobre a outra, sem ser academicista.
Antes eu acreditava na luta, na mudança pela auto-organização dos trabalhadores e na construção de um mundo socialista, onde meus netos não terão que enfrentar essa barbárie aí colocada nas nossas periferias, os trabalhadores não serão explorados e os camponeses terão sua terra garantida sem temer o agronegócio. Hoje eu acredito em tudo isso e também acredito que de todos os nomes aí colocados para a disputa à presidência de 2010 só o Plínio pode pautar todas essas questões sem ficar com medo de arrancar o cascão da ferida de alguém, pois o compromisso dele é com a construção do socialismo e não com a disputa pelo poder institucional.
Se nas eleições de 1996 eu me empolgava para ir a rua fazer campanha e defender algo em que eu acreditava no auge dos meus 11 anos de idade, hoje eu sinto essa vontade novamente e com mais noção do que significa ocupar um lugar político nas eleições burguesas… Eu acredito como acreditava em 96 e isso dá forças para continuar lutando pela transformação social, pela democratização da comunicação, pela emancipação da mulher e do homem e, principalmente, pelo socialismo.
